4 de dezembro de 2014

FMI - FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL E OS EUA FIZERAM O QUE COM O OURO DE FORT KNOX?


Será que ainda existe um único grama de ouro real em 
FORT KNOX ?



O OURO dos EUA desapareceu !
Posted by Thoth3126 on 30/07/2014


O Chefe do FMI, Strauss-Kahn, foi preso porque descobriu que o OURO dos EUA não existe mais, SUMIU, DESAPARECEU. 

“A liberdade de uma democracia não é segura se o povo tolera o crescimento de poder privado ao ponto de tornar-se mais forte que o próprio Estado democrático. Isto, em essência, é fascismo – o apossamento do governo por uma pessoa, por um grupo, ou qualquer poder privado de controle.” –Presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt.


(Parece que por lá tudo é falso, desde as barras de ouro até o próprio presidente.)

Tradução,edição e imagens: Thoth3126@gmail.com

O Ouro dos EUA desapareceu, sumiu. O Chefe do FMI, Strauss-Kahn, foi preso porque descobriu que o OURO dos EUA não existe mais, SUMIU, DESAPARECEU. 


                                               
De acordo com um relatório do FSB, o Diretor Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI ) Dominique Strauss-Kahn tinha se tornado “cada vez mais preocupado” depois que os Estados Unidos começaram a “enrolar” na sua prometida entrega DEVIDA ao FMI de 191,3 toneladas de ouro acordados no âmbito da segunda alteração dos artigos do acordo assinado pelo Conselho Executivo do FMI em Abril de 1978 que estavam sendo vendidos para financiar os chamados Direitos de Saque Especiais ( DSE ) como uma alternativa ao que é conhecido como a reserva de moedas.

Um novo relatório preparado para o primeiro-ministro Putin pelo Serviço de Segurança Federal russo ( FSB ), afirma que o agora ex-Diretor Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI ), Dominique Strauss-Kahn, que foi acusado e preso nos EUA por alegados crimes sexuais contra uma camareira do hotel em que estava hospedado, foi porque ele “apenas descobriu“ que todo o ouro que deveria estar depositado nos Bullion Depository dos EUA em FORT KNOX esta ‘faltando e/ou desapareceu” (foi totalmente ROUBADO).

Em dúvida sobre os motivos da prisão, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, acredita que Dominique Strauss-Kahn, foi vítima de uma conspiração obscura. Este relatório do FSB afirma ainda que Strauss-Kahn comentou suas preocupações com funcionários do governo norte-americano próximos ao presidente Obama de que havia sido “contatado” por “elementos marginais” de dentro da CIA-Agência Central de Inteligência, que lhe forneceram ‘fortes indícios’ de que todo o ouro que os EUA possuía desapareceu, ”foi embora, sumiu”.


Será que ainda existe um único grama de ouro real em FORT KNOX ?

Após Strauss-Kahn receber as provas de agentes dissidentes da CIA, ele fez arranjos imediatos para deixar os EUA e ir para Paris, mas quando foi contatado por agentes que trabalham para a agência francesa de inteligência, a Direção General de Segurança Externa ( DGSE ) na França, foi informado de que as autoridades americanas já estavam em busca de sua captura, ele fugiu às pressas para o aeroporto JFK de Nova York seguindo às instruções desses agentes franceses para que não usasse mais seu telefone celular (abandonado no hotel), porque a polícia dos EUA poderia rastreá-lo e conseguir a sua localização exata (o que aconteceu de qualquer forma).

Depois que Strauss-Kahn estava acomodado em segurança em um vôo da Air France para Paris, já dentro do avião, no entanto, ele cometeu um ‘erro fatal’, chamando o hotel a partir de um telefone de dentro do avião para pedir-lhes que enviassem o celular que tinha sido deixado para trás para a sua residência francesa, sendo assim que os agentes dos EUA foram capazes de localizá-lo e imediatamente prendê-lo.


Mahmoud Abdel Salam Omar, no centro da foto no momento da sua prisão pela mesma acusação de estupro. 

Na primeira quinzena de maio, Strauss-Kahn solicitou a ajuda para seu amigo e alto banqueiro egípcio Mahmoud Abdel Salam Omar para retirar as provas do roubo do ouro dos EUA de dentro desse país, provas que lhe foram dadas pelos agentes da CIA. Omar, no entanto, e exatamente como Strauss-Kahn antes dele, foi também foi preso e acusado pelos EUA, também com um crime sexual (n.t. a mesma acusação sofrida por Julian Assange, do Wikileaks, por ter revelado segredos dos EUA em seu site), contra uma empregada de hotel de luxo, uma acusação que o FSB rotula como ‘inacreditável’ devido a Mahmoud Abdel Salam Omar ser já um senhor de 74 anos de idade e um Muçulmano devoto.

Em um movimento surpreendente muito intrigante em Moscou, Putin após a leitura deste relatório do FSB, ordenou então que fosse colocado no site oficial do Kremlin uma declaração do governo em defesa de Strauss-Khan, se tornando assim noprimeiro e único líder mundial a declarar que o chefe do FMI, foi vítima de uma conspiração do governo dos EUA. Putin afirmou ainda, “É difícil para mim avaliar a política e os motivos ocultos, mas eu não posso acreditar que ele cometeu os atos de que ele foi inicialmente acusado. Não parece ser esse o motivo de sua prisão em minha mente.”




Também é interessante perceber em todos esses acontecimentos é que um dos principais Deputados dos EUA, Ron Paul e um candidato presidencial nas eleições dos EUA em 2012 há muito tempo declarou sua crença de que o Governo dos EUA vem mentindo sobre suas reservas de ouro mantidas em Fort Knox.

O Deputado republicano Ron Paul esta tão preocupado com as reservas legais de ouro do governo dos EUA e de que o Federal Reserve esta escondendo a verdade sobre as reservas americanas de ouro, que ele apresentou um projeto de lei no final de 2010 para forçar uma auditoria externa nesses dois orgãos que detém o ouro dos EUA, mas que posteriormente foi derrotado em votação na Câmera dos deputados pelas forças que sustentam o regime de Barack H. Obama.

Quando diretamente questionado pelos repórteres se ele acreditava que não havia mais ouro em Fort Knox ou na Reserva Federal, o deputado Ron Paul deu a resposta incrível, “Eu acho que é uma possibilidade“.

Também é interessante de se notar é que apenas 3 dias depois da prisão de Strauss-Kahn, o deputado Ron Paul fez uma nova chamada para os EUA vender suas reservas de ouro, ao afirmar, “Dado o alto preço em que o ouro esta hoje, e o problema da dívida interna enorme que temos agora, por todos os meios, deveríamos vender no pico dos preços altos.”


FORT KNOX onde deveriam estar depositados o ouro REAL dos EUA e não barras falsas.

Alguns relatórios da situação bizarra sobre o ouro do país, emanados dos EUA nos últimos anos, no entanto, sugerem que não há mesmo nenhum ouro para ser vendido, como se pode ler como foi postado em 2009 no site de notíciasViewZone.Com:


“Em outubro de 2009, a China (o maior credor da dívida pública dos EUA) recebeu um carregamento de barras de ouro. O ouro é usado para regular as trocas entre os países para pagar dívidas e para liquidar os chamados saldos de balança de comércio entre países. A maior parte do ouro é trocada e armazenada nos cofres sob a supervisão de uma organização especial e mundial com sede em Londres, a London Bullion Market Association (ou LBMA). Quando a remessa foi recebida, o governo chinês pediu que os testes especiais fossem realizados para garantir a pureza e o peso das barras de ouro. Neste teste, quatro pequenos furos são perfurados nas barras de ouro e o metal é então analisado. 

Os funcionários da LBMA ficaram chocados ao saber que essas barras pertencentes à CHINA eram FALSAS !!. Elas continham núcleos de tungstênio, com apenas uma finíssima camada externa de ouro verdadeiro. Além do mais, essas barras de ouro, contendo números de série para seu rastreamento e identificação, tinham como origem os EUA e tinham sido guardadas em Fort Knox durante anos. Foram relatadas entre 5.600 a 5.700 barras falsificadas, pesando 400 onças cada uma (1,134 quilos cada barra), na transferência!”




Qual será o desfecho final da história de Strauss-Kahn não está em nosso conhecimento, mas novos relatórios provenientes dos Estados Unidos mostram a sua determinação de não desistir de sua defesa sem uma luta e que para isso ele contratou o que é descrito como uma “equipe da pesada’ de ex-agentes da CIA,investigadores privados e consultores de mídia para defendê-lo.

Para todos os efeitos práticos sobre a economia global, se deveria ser (de que forma?) investigado para provar que os EUA, na verdade, está mentindo sobre suas reservas de ouro. A capacidade do povo norte americano para saber a verdade sobre essas coisas, é como sempre, impedida pelas falsidades dos seus órgãos de comunicação controlados, deixando-os em perigo de não estarem preparados para oterrível colapso (PROVOCADO) econômico de sua nação que agora se acredita acontecerá mais cedo do que mais tarde.

15 de outubro de 2014

DIA DO PROFESSOR: MUITO OU POUCO A COMEMORAR?



15 DE OUTUBRO Um dia com, ainda, muito pouco para comemorar!! 
No Brasil, ser profissional de educação é, antes de tudo, um ato de extrema valentia e determinação. 
Tivemos avanços pontuais mais nada que represente o que de fato o país precisa para valorização real da educação, da produção do conhecimento, da formação de estudantes críticos e conscientes do seu papel para a sociedade e o estado. 
A profissão passa por uma crise que tem sua origem, desde as reformas da educação nas décadas passadas, até os dias atuais.
É nítida a precarização da carreira (contratação de REDA's e PST's); 
Problemas na qualidade da formação acadêmica disponível hoje nas universidades (repletos de lacunas lógicas, descontextualizados, sem ferramentas para lhe dar com os desafios da contemporaneidade, desatualizados e com poucos fundamentos); 
Falta de Planos de Carreiras que garantam o desenvolvimento profissional adequado e as garantias remuneratórias capazes de manter o professor motivado, inovador e criativo; 
A perda da referência familiar pelos jovens, onde os pais e mães assumem hoje, apenas, o papel de provedores econômicos e ainda culpabilizam os professores pelos problemas e fracassos da formação familiar e de cidadania dos seus filhos, aumentando a pressão e cobranças para que o professor preencha esta lacuna familiar; 
Falta de interesse dos jovens pela carreira de professor, basta verificar a queda na busca por cursos de licenciaturas nos diversos vestibulares pelo país, (Relato de Roberto Leão - Presidente da CNTE); 
Desconstrução sistemática do papel e da imagem do profissional da educação - neste caso - principalmente a figura do "Mestre" e consequente aumento das diversas formas de violência, dentro e fora das salas de aulas; 
O desinteresse dos professores pela política, fundado na descrença pelo modelo representativo, pautado pelo pluralismo político, tendo nos partidos a maior expressão deste modelo. (só pra exemplificar, os candidatos que se intitularam professores e se candidataram a cargos eletivos nas eleições estaduais deste ano 2014, nenhum, ou quase nenhum teve votação significativa capaz de alcançar o legislativo ou executivo, mesmo num estado que tem um numero de professores suficientes para eleger vários deputados estaduais e federais, considero aqui os professores da educação pública e privada de todo estado);
Não quero aqui desestimular ou, apenas apontar os problemas, mas considero, como professor que sou, que o caminho é longo e os problemas são muitos. A mudança deste cenário vai exigir que atuemos cada dia mais próximos dos alunos dos pais e das mães, mas principalmente, dos nossos representantes e dos que, de fato defendam a educação e seus atores. A mudança sem participação nos fóruns representativos, dificilmente ocorrerão, logo, é preciso sim nos engajarmos e disputar os espaços de decisão e, principalmente, garantirmos que a educação seja tratada como prioridade e como política estratégica de estado, só assim será possível transformar a realidade social, política e econômica do nosso país.

20 de agosto de 2014

Marilena Chauí: “É um crime o currículo Lattes”


Esquema de transição conduzido pela oligarquia resultou na escolha de um“tirano”, diz Ciro Correia ao abrir os trabalhos.



A universidade brasileira submeteu-se à ideologia neoliberal da sociedade de mercado, ou “sociedade administrada” (Escola de Frankfurt), que transforma direitos sociais, inclusive educação, em serviços; concebe a universidade como prestadora de serviços; e confere à autonomia universitária o sentido de gerenciamento empresarial da instituição.
Em repetidas manifestações, o reitor da USP revela seu “lugar de fala”, sua afinação com esse ideário, ao recorrer ao vocabulário neoliberal utilizado para pensar o trabalho universitário, que inclui expressões como “qualidade universitária” (definida como competência e excelência e medida pela “produtividade”) e “avaliação universitária”. Foi o que sustentou a professora Marilena Chauí ao proferir sua Aula Magna sobre o tema “Contra a Universidade Operacional”, em 8/8, que lotou com centenas de pessoas o auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP).
Nesse contexto, a USP, como suas congêneres, transformou-se numa “fábrica de produzir diplomas, teses”, tendo como parâmetros os critérios da produtividade: quantidade, tempo, custo. “Esse horror do currículo Lattes. É um crime o currículo Lattes! Porque ele não quer dizer nada. Eu me recuso a avaliar alguém pelo Lattes!”, disse Marilena. As frases fortes mereceram da plateia aplausos entusiasmados.
“Vejo as pessoas desesperadas porque perderam 7 ou ganharam 7 da Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior]. Não significa nada. ‘Quero ser 7 porque Porto Alegre é 7’. A gente incorporou a competição pelas organizações, pela eficácia”, destacou Marilena. Mais tarde, acrescentou: “Fuvest e Lattes são a prova da estupidez brasileira”.
“Tirano”
Antes da Aula Magna, o professor Ciro Correia, presidente da Adusp, fez um rápido discurso sobre a gravidade da crise em curso na USP. Ele chamou a atenção do auditório para “o ataque explícito da Reitoria e do governo estadual à concepção que sempre defendemos: de implantação e desenvolvimento de uma universidade democrática, pública, gratuita, laica e de qualidade socialmente referenciada”.
Ciro disse que a administração da universidade “se sente à vontade para governar à revelia de qualquer preocupação com legitimar suas diretivas, ou sequer chancelá-las nas instâncias internas de deliberação, por mais inadequadas que sejam”, e criticou com dureza a oligarquia que controla a USP: “O processo que chegou a ser referido como ‘a rebelião dos diretores’, que conduziu ao esquema de transição nos marcos da reunião do Conselho Universitário de 1º de outubro de 2013, supostamente para nos salvar da perspectiva de continuidade da descontrolada gestão anterior, acabou por definir um amplo espectro de apoios para uma candidatura que, como todos podem constatar, nos outorgou antes um tirano do que um reitor”.
Por fim, o presidente da Adusp conclamou os presentes a se engajarem com determinação no movimento de greve, seja cobrando posições dos colegiados “quanto às ações ilegítimas e violentas da Reitoria, como no caso do inaceitável confisco dos salários decorrente dos cortes do ponto dos funcionários”, seja participando “da nossa caminhada do próximo dia 14 de agosto, no início da tarde, seguida de ato conjunto das universidades e do Centro Paula Souza diante do Palácio dos Bandeirantes”.
Fragmentação
Na sua exposição de uma hora, a professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) esmiuçou o processo por meio do qual a universidade pública brasileira vem sendo transformada e descaracterizada, desde os anos 1970, deixando de ser uma instituição social para tornar-se uma organização, isto é, “uma entidade isolada cujo sucesso e cuja eficácia se medem em termos da gestão de recursos e estratégias de desempenho e cuja articulação com as demais se dá por meio da competição”.
A “universidade operacional” corresponde à etapa atual desse processo, segundo Marilena. De acordo com ela, “a forma atual de capitalismo se caracteriza pela fragmentação de todas as esferas da vida social, partindo da fragmentação da produção, da dispersão espacial e temporal do trabalho, da destruição dos referenciais que balizavam a identidade de classe e as formas da luta de classes”. A passagem da universidade da condição de instituição social (pautada pela sociedade e por uma aspiração à universalidade) à de organização insere-se, diz Marilena, “nessa mudança geral da sociedade, sob os efeitos da nova forma do capital, e no Brasil ocorreu em três etapas sucessivas, também acompanhando as sucessivas mudanças do capital”.
Na primeira etapa (anos 1970, “milagre econômico”), a universidade tornou-se “funcional”, voltada para o mercado de trabalho, sendo “prêmio de consolação que a ditadura ofereceu à sua base de sustentação politico-ideológica, isto é, à classe média despojada de poder”; na segunda etapa (anos 1980), passou a ser “universidade de resultados”, com a introdução da ideia de parceria com as empresas privadas; a terceira etapa (anos 1990 aos dias de hoje), em que virou “universidade operacional”, marca o predomínio da forma organização, “regida por contratos de gestão, avaliada por índices de produtividade, calculada para ser flexível”, estruturada por estratégias e programas de eficácia organizacional e “por normas e padrões inteiramente alheios ao conhecimento e à formação intelectual”.
A tecnocracia associada a esse modelo, explicou, “é aquela prática que julga ser possível dirigir a universidade segundo as mesmas normas e os mesmos critérios com que se administra uma montadora ou um supermercado”. De modo que se administra “USP, Volks, Walmart, Vale do Rio Doce, tudo da mesma maneira, porque tudo se equivale”.
Metamorfose
“A metamorfose da universidade pública em organização tem sido o escopo principal do governo do Estado de São Paulo”, denunciou Marilena. Ela argumentou que a reforma do Estado adotada pelo governo FCH (1995-2002) e efetivada pelos governos estaduais do PSDB, particularmente o de São Paulo, pautaram-se pela articulação com o ideario neoliberal (Estado mínimo, privatização dos direitos sociais) e, no caso do ensino superior, realizaram a agenda de mudanças preconizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a reestruturação das universidades da América Latina e Caribe, em 1996, e baseada na redução das dotações orçamentárias públicas às instituições de ensino superior.
“Penso que a expressão perfeita dos desígnios do governo do Estado e do BID se encontra na carta enviada pelo reitor da USP aos docentes em 21 de julho de 2014”, afirmou a professora. “Sei que se tem debatido a falsidade dos números apresentados por ele, a manipulação. A carta me interessa pelo vocabulário que ele usa. Ele começa a carta se referindo a nós como o custeio. Somos o custeio, não somos o esteio da Universidade. A partir daí já está tudo dito. Ele não começa pelas obras que foram feitas sem necessidade, pelo esparramamento da USP pela cidade. Não. Ele começa por nós”, enfatizou.
“O reitor não está usando essa linguagem porque caiu de paraquedas no mundo e equivocadamente fala nessa linguagem. Ele tem uma concepção de universidade, uma concepção política, uma concepção do conhecimento, uma concepção do saber. Minha fala vai na direção de localizar o que é que tornou possivel a um reitor da USP dizer as coisas que ele diz”.
Ao longo da leitura do texto que preparou para a ocasião, Marilena fugiu do roteiro para fazer comentários bem-humorados e sarcásticos que provocavam gargalhadas ou fortes aplausos do auditório. “O PSDB é o filho revoltado do MDB. Eles estão aí há 30 anos! Eu quero alternância de governo”, disse, ao comentar conversa que manteve com um grupo de jovens.
A Aula Magna foi coordenada pelo professor João Zanetic (IF) e pela professora Priscila Figueiredo (FFLCH), que mediaram intervenções e perguntas de participantes à professora Marilena Chauí.

Foto: Daniel Garcia
Fonte: ADUSP, Seção Sindical do ANDES-SN

13 de agosto de 2014

EDUARDO CAMPOS MORRE EM DESASTRE AÉREO



O presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE ) morreu na manhã desta quarta-feira após sofrer um acidente aéreo em Santos. O jato em que estava o político iria para um evento na cidade de Santos chamado SantosExport. A aeronave em que viajava do Rio para Guarujá perdeu contato com controle aéreo após arremeter durante o pouso. Segundo o candidato do PSB no DF, Rodrigo Rollemberg, a direção do partido o informou que os passageiros a bordo do avião que caiu eram: Eduardo Campos, sua esposa Renata, o filho Miguel, os assessores Pedro Valadares, Carlos Percol e um cinegrafista ainda não identificado.

O avião, um Cessna 560 XL, prefixo PR-AFA, deixou o aeroporto do Santos Dumont às 9h20m com destino a Santos. As informações foram confirmadas por Carlos Siqueira, primeiro secretário do PSB. A aeronave pertencia à empresa AF Andrade, de Ribeirão Preto (SP), que atua no setor de açúcar e álcool, e já havia sido usada pelo candidato no mês passado, numa viagem ao interior de São Paulo.

O ex-deputado Walter Feldman, que estava ao lado de Marina Silva em São Paulo, disse logo depois do acidente ter conversado com o deputado Márcio França, que recepcionaria Campos em Santos. França confirmou para o aliado que a aeronave que caiu tinha o prefixo da alugada pela campanha de Campos:

- Márcio França ligou e disse ter confirmado que o prefixo do avião é o mesmo de Campos. Mas temos que aguardar - explicou o ex-deputado.

Em seu gabinete no Tribunal de Contas da União, a ministra Ana Arraes, mãe de Eduardo Campos, ao ser informada dos rumores sobre a queda do avião em Santos, caiu no choro. 

O Corpo de Bombeiros confirmou a queda, que ocorreu na altura do número 136 Rua Alexandre Herculano, esquina com Rua Vahia de Abreu, nas imediações do Canal 3, a cerca de sete quadras da praia. Logo após a queda, a primeira informação era a de que se tratava de um helicóptero. Sete pessoas ficaram feridas e pelo menos três imóveis foram atingidos.

A sala de imprensa do Corpo de Bombeiros informou que sete vítimas foram socorridas em hospitais da região, mas ainda não há informações se elas eram ocupantes da aeronave ou moradores dos imóveis atingidos. O Pronto-Socorro Municipal de Santos confirmou que há quatro feridos internados na unidade.

A queda ocorreu pouco depois das 10h. A poucos metros do local do acidente funcionam uma escola infantil e uma academia de ginástica. A região tem casas e comércios.

O Comando da Aeronáutica informou, por nota, que o avião, modelo Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, caiu às 10h.

“A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave”, diz nota da Aeronáutica.

A Aeronáutica investiga as causas do acidente.

O local onde ocorreu a queda é bastante movimentado. Testemunhas relatam que ouviram barulho de uma explosão. O quarteirão foi isolado pela Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e equipes de resgate. Com o estrondo na hora da queda, vidraças de lojas quebraram-se.

Fonte: http://oglobo.globo.com/brasil/eduardo-campos-morre-apos-acidente-aereo-em-santos-13586260

MORRE EDUARDO CAMPOS: ACIDENTE AÉREO MATA CANDIDATO A PRESIDÊNCIA





Jato Cesna, prefixo PR-AFA, cai na área urbana de Santos, no litoral paulista, por volta das 10h15; campanha do presidenciável Eduardo Campos já confirmava, às 12h30, que aparelho deveria trazer candidato à bordo; repórter da Rede Bandeirantes encontra material de campanha eleitoral de Campos entre os destroços; Marina Silva não estava na aeronave; candidato do PSB era esperado para compromisso a partir da Base Aérea do Guarujá; ele estava no Rio de Janeiro ontem, de onde o aparelho decolou; candidato a vice-governador, Marcio França, que esperava o presidenciável, afirmou ter feito último contato com ele às 9 horas da manhã; perícia isola e verifica área atingida por queda da aeronave; FAB informou que aeronave destruída fez o mesmo trajeto que estava estabelecido para o aparelho que carregava Campos; candidata a vice Marina Silva também poderia estar à bordo; às 12h27, não havia informações oficiais sobre nomes dos passageiros

15 de julho de 2014

O QUE É SER DE ESQUERDA HOJE NO BRASIL?

O continente desconhecido da esquerda

Mover-se à esquerda hoje no Brasil significa desativar um sistema imunológico impermeável e todos os reflexos quase pavlovianos diante da alteridade, para se deixar afetar por movimentos de novo tipo e pela reinvenção dos existentes, dessa rede cuja determinação em resistir, transformar as relações de poderpor Bruno Cava

Em 20 de junho de 2013, no Rio de Janeiro, muitos gritavam “sem partido” e “sem vandalismo” na avenida. Quando, no final da marcha, a aglomeração começou a aumentar na frente da prefeitura, as barreiras policiais se abateram sobre a manifestação, com chuva de balas de borracha, cortinas de gás lacrimogêneo, explosões e muita violência. Num espetáculo triste, a polícia reprimiu 1 milhão de pessoas indiscriminadamente. Aqueles que, momentos antes, entoavam o hino nacional e hostilizavam as bandeiras partidárias, agora recuavam unidos na resistência, gritando “fora Cabral” e “não vai ter Copa”. Manifestantes passaram a organizar linhas de defesa e levantar uma barricada para conter os caveirões.

Nos dias seguintes, sem qualquer pesquisa sobre o que ocorreu naquela noite de drástica plenitude, pipocaram artigos e comentários recheados de adjetivações definitivas. “Hipnose fascista”, disse um; “levante niilista”, outro; falou-se ainda que ela estaria infiltrada de “gangues mascaradas”, era manipulada pela “extrema direita” ou então seriam todos “coxinhas e seus estranhos amigos”. Meses depois, uma intelectual no pináculo acadêmico emitiria a sentença: “violência fascista” e não “revolucionária”,1 mobilizando o velho argumento conservador, que remonta a Edmund Burke, que alerta para o caráter instintivo, anárquico e perigoso da multidão. Essas foram avaliações da esquerda partidária sobre as jornadas de junho de 2013.

Diante de uma mobilização de norte a sul que tinha, entre outras pautas, a melhoria dos serviços públicos, a mobilidade urbana, maior transparência nas contas e gastos dos governos, a reforma das polícias, a democratização da mídia e os direitos LGBT. Diante da qualificação de grupos como o OcupaCâmara (Rio), o Tarifa Zero BH e o Movimento Passe Livre,2 que questionaram o grande negócio dos transportes; a campanha Cadê o Amarildo, que resgatou a favela, o racismo e a brutalidade policial da periferia da percepção;3 o Comitê dos Atingidos pela Copa (Copac) de Belo Horizonte, que conectou uma rede diversificada de comunidades e coletivos autônomos pelo direito à cidade;4 os advogados ativistas – e fotógrafos, e socorristas, e tantos profissionais anônimos que trabalharam de graça nas manifestações, para garantir os direitos que o Estado deveria proteger, mas estava violando.5 Sem falar na miríade de assembleias horizontais (como a Popular de Maranhão ou a do Largo, no Rio), “ocupas” de casas legislativas (como de Santa Maria – RS), plataformas comuns (como a Belém Livre), bem como uma cauda longa de mídias alternativas e um estilo de midiativismo via internet que, pela primeira vez, ganhou escala para disputar a comunicação com os peixes grandes.6 Isso é apenas a ponta do iceberg.

Diante desse, um dos maiores acontecimentos da história das lutas pela democracia no Brasil, a esquerda partidária se recolheu na própria zona de conforto. No lugar onde se aninhou, seja na situação, seja na oposição – nos dois casos num estado de identidade, ancorado na esfera representativa, tendo aprendido as regras, os pactos, os macetes, em suma, aprendeu a conservar o território. Quanta diferença em relação aos tempos, por exemplo, de uma prefeitura que, com Luiza Erundina (PT), em São Paulo, pensava uma política de tarifa zero para o transporte coletivo. Quando, com Olívio Dutra (PT), em Porto Alegre, pensava no orçamento participativo como o primeiro passo para deslacrar a caixa-preta dos negócios da cidade: obras, ônibus, coleta de lixo. Quando a legalização do aborto era pauta estrutural, já que afeta diretamente 50% da população e envolve nada menos do que o direito da mulher sobre si mesma. Tempos quando os militantes do partido não pareciam aspirantes a gestor público, na fila de espera por cargos de onde olharão por cima, com escopo gerencial, as contradições e caldeamentos da sociedade. Tempos quando os militantes de partido, com efeito, tomavam partido nos conflitos sociais (de classe, gênero, raça, sexualidade etc.) e atuavam imediatamente com as partes – em vez de desligar-se delas em nome das “grandes sínteses” da nova gestão, do desenvolvimento nacional, da obsessão pela governabilidade.

Mas ser de esquerda no Brasil hoje não é ser nostálgico. As jornadas de junho – e também os rolezinhos e fluxos de rua, e um protagonismo cada vez maior das favelas e periferias – mostraram que o novo mundo se impõe sem esperar, arrancando-nos da zona de conforto e forçando-nos a pensar. Depois de junho, por alguns meses, os governantes tiveram medo dos governados. Nos gabinetes, o sorriso largo e o bom humor deram lugar à intranquilidade. Isso é bom. Thomas Jefferson, que não era nenhum Black Bloc, já dizia que toda democracia precisa de uma rebeliãozinha de vez em quando, para regenerar as instituições.7

No projetado caminho da prosperidade embutida na ideia de uma “nova classe média”, a esquerda se chocou com um continente desconhecido, que finalmente chacoalhou os cálculos e certezas. Mas encarou mal a “descoberta”. Ora reagiu chamando todos de “índios”, tratando-os como inaptos de pensamento, política e estratégia e, portanto, ideologicamente vazios, desorganizados e facilmente manipuláveis pela direita. Ora lhes deu as costas, decepcionando-se por não encontrar as Índias como previsto nos mapas. Contudo, o fato é que o continente já está povoado de uma rede de multiplicidades em franca produção de pensamento, política e estratégia, de uma classe selvagem sem nome.8 Que pode, inclusive, reconhecer a relevância das (cada vez mais) rarefeitas respostas institucionais da esquerda para, conforme o caso, acionar seus mandatos e partidos como tática, sem ceder a autonomia.9

Mover-se à esquerda hoje no Brasil significa desativar um sistema imunológico impermeável e todos os reflexos quase pavlovianos diante da alteridade, para se deixar afetar por movimentos de novo tipo e pela reinvenção dos existentes, dessa rede cuja determinação em resistir, transformar as relações de poder e construir alternativas ficou provada em junho do ano passado. Significa optar pela inconveniência de sair do lugar e, na incerteza de uma história em aberto, redescobrir-se nas lutas de seu tempo.

Bruno Cava

Mestre em Filosofia do Direito

1 Marilena Chauí, em entrevista a Juvenal Savian Filho. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2013/08/pela-responsabilidade-intelectual-e-politica/ 

2 Eliana Judesnaider et al., Vinte centavos: a luta contra o aumento, Veneta, São Paulo, 2013.

3 Giuseppe Cocco, Bruno Cava e Eduardo Baker, “A luta pela paz”, Le Monde Diplomatique Brasil, jan. 2014.

4 Natacha Rena, Paula Berquó e Fernanda Chagas, “Biopolíticas espaciais gentrificadoras e as resistências estéticas biopotentes”. Disponível em: ; e Rudá Ricci e Patrick Arley, Nas ruas: a outra política que emergiu em junho de 2013, Letramento, Belo Horizonte, 2014. http://uninomade.net/wp-content/files_mf/111404140911Biopol%C3%ADticas%20espaciais%20gentrificadoras%20e%20as%20resist%C3%AAncias%20est%C3%A9ticas%20biopotentes%20-%20Natacha%20Rena%20e%20Paula%20Berqu%C3%B3%20e%20Fernanda%20Chagas.pdf

5 Bruno Cava, A multidão foi ao deserto: as manifestações no Brasil em 2013, Annablume, São Paulo, 2013.

6 Bernardo Gutiérrez, “Os protestos do Brasil dialogam com as revoltas globais”. Disponível em: ; e Fábio Malini e Henrique Antoun, A internet e a rua: ciberativismo e mobilização nas redes sociais, Sulina, 2013. http://www.cartacapital.com.br/politica/os-protestos-do-brasil-dialogam-com-as-revoltas-globais-4371.html

7 Michael Hardt, “Thomas Jefferson ou a transição da democracia”. Disponível em: http://uninomade.net/wp-content/files_mf/110810120745Thomas%20Jefferson%20ou%20a%20transicao%20da%20democracia%20-%20Michael%20Hardt.pdf

8 Hugo Albuquerque, “A ascensão selvagem da classe sem nome”. http://descurvo.blogspot.com.br/2012/09/a-ascensao-selvagem-da-classe-sem-nome.htm

9 Pablo Ortellado, “Os protestos de junho entre o processo e o resultado”. Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/os-protestos-de-junho-entre-o-processo-e-o-resultado-7745.html 

Morre escritora sul-africana antiapartheid Nadine Gordimer, ganhadora do Nobel



segunda-feira, 14 de julho de 2014 13:23 BRT

Escrito Por Ndundu Sithole



JOHANESBURGO (Reuters) - A escritora sul-africana Nadine Gordimer, ganhadora do Prêmio Nobel, morreu tranquilamente aos 90 anos no domingo à noite em sua casa de Johanesburgo, informou sua família nesta segunda-feira, Gordimer, uma intransigente defensora dos direitos humanos que se tornou uma das vozes mais poderosas contra a injustiça do apartheid, morreu na presença dos filhos, Hugo e Oriane, segundo um comunicado da família.
"Ela se preocupava profundamente com a África do Sul, sua cultura, seu povo e sua luta permanente para concretizar sua nova democracia", diz o comunicado.
Considerada por muitos a principal escritora da África do Sul, Nadine era conhecida como uma autora rígida, cujos romances e contos refletiam o drama da vida humana e das emoções em uma sociedade sacrificada por décadas de domínio de uma minoria branca.
Muitas de suas histórias enfocam temas como amor, ódio e amizade sob as pressões do sistema de segregação racial que terminou em 1994, quando Nelson Mandela se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul.
Integrante do partido de Mandela, o Congresso Nacional Africano (CNA), banido sob o apartheid, Nadine usou a escrita para lutar por décadas contra a desigualdade do domínio dos brancos, tornando-se malvista por segmentos do establishment.
Algumas de suas obras, como “"A World of Strangers" (Um Mundo de Estranhos) e "“Burger's Daughter" (A Filha de Burger), foram proibidas pelas autoridades do apartheid.
Nadine não escrevia apenas contra o regime do apartheid, mas também sobre a hipocrisia humana e o engodo, onde quer que o encontrasse.
"“Não posso simplesmente maldizer o apartheid quando há injustiça humana em toda a parte", disse ela à Reuters pouco antes de ganhar o Nobel.
Nos últimos anos, ela se tornara uma ativista do movimento HIV/Aids, em campanha por apoio e recursos por intermédio da Treatment Action Campaign, um grupo que pressiona o governo sul-africano para que conceda medicamentos gratuitos aos soropositivos.
Ela também não se absteve de criticar o CNA, comandado pelo presidente Jacob Zuma, ao expressar sua oposição a uma lei que limita a publicação de informações consideradas sensíveis pelas autoridades.

FAMA DE RADICAL

Filha de um judeu lituano fabricante de relógios, Nadine começou a escrever aos 9 anos.
A infância solitária desencadeou um intenso estudo das pessoas comuns ao seu redor, especialmente os clientes da loja de jóias do pai e os trabalhadores negros migrantes em sua terra natal, East Rand, nos arredores de Johanesburgo.
Sua revolta e suas inclinações liberais lhe renderam a fama de radical. Os censores do governo proibiram três de suas obras em 1960 e 1970, apesar de seu crescente prestígio no exterior e sua aceitação como uma das autoras mais importantes no idioma Inglês.
Apesar de Gordimer figurar na elite internacional, ela manteve um interesse apaixonado por aqueles que lutam na camada de baixo do mundo literário da África do Sul.
"É algo que me humilha ver alguém sentado no canto de um barraco que divide com outras 10 pessoas, tentando escrever na mais impossível de condições", disse ela.
Apesar do ódio ao apartheid, Gordimer permaneceu orgulhosa de sua origem na África do Sul e dizia que somente uma vez pensou em emigrar - para a vizinha Zâmbia. "Então, eu descobri a verdade: que na Zâmbia eu era considerada por amigos negros como uma europeia, uma estrangeira", disse ela. "É só aqui que eu posso ser o que eu sou: uma africana branca."

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