29 de junho de 2015

CRISE GREGA ENTENDA OS PONTOS CRUCIAIS DA CRISE.

8 pontos para entender a crise grega
DE SÃO PAULO
18/06/201516h03

A Grécia apresentou neste domingo (21) uma nova proposta para tentar evitar um calote de sua dívida com o FMI.
Leia abaixo sete pontos para entender a crise:

1 - Qual a razão da atual crise?

A Grécia precisa pagar € 1,6 bilhão para FMI até o fim do mês. Por isso, tenta desbloquear € 7,2 bilhões, última parcela do empréstimo dado por € 240 bilhões de FMI e Banco Central Europeu (BCE).
Os gregos também terão que pagar € 6,7 bilhões ao BCE em julho e agosto.
Simela Pantzartzi/Efe
O Syriza, partido de esquerda que governa a Grécia, pediu que a população demonstrasse apoio enquanto negocia a liberação de 7,2 bilhões de euros para pagar parcela de 1,6 bilhão de euros de dívida com o FMI
2 - Por que os credores não liberam a verba?
Porque antes querem que o governo grego se comprometa a:
Cortar em gastos com Previdência.Aumentar impostos, como na eletricidade.Garantir economia nas contas públicas (superavit) de 1% do PIB em 2015, 2% em 2016 e 3,5% até 2018.
Odd Andersen/AFP
Lagarde, à esquerda, e Merkel, à direita, chanceler da Alemanha, um dos países credores da Grécia
3 - Qual o tamanho do endividamento grego?
Atualmente, a Grécia tem uma dívida de 177% do PIB —a dívida pública da zona do euro chega, no total, a 91,9% do PIB.
4 - Qual o tamanho da crise?
A taxa de desemprego chega hoje na Grécia a 25%.
A economia apresenta alguma reação à crise, com crescimento de 0,8% em 2014. Mesmo assim, a demanda é tão fraca que a queda nos preços no país foi de 1,4% em 12 meses terminados em maio deste ano.
Aris Messinis/AFP
Eleitores comemoram a eleição do partido esquerdista Syriza, que ascendeu como alternativa em meio à crise grega
5 - O que acontece se não houver acordo?
A Grécia dará calote na dívida e país pode sair da zona do euro, reduzindo a confiança na união monetária do continente.
O BCE limitaria o acesso dos gregos ao programa de socorro aos bancos, que ainda garante alguma liquidez (disponibilidade de dinheiro) ao sistema.
Sem um acordo, e sob risco de uma corrida aos bancos, bancos gregos poderiam começar a limitar os saques e o sistema financeiro grego poderia começar a entrar em colapso.
O governo teria dificuldades para pagar salários de servidores e benefícios previdenciários e poderia ser obrigado a abandonar o euro, criando uma nova moeda mais desvalorizada em relação à atual.
Michael Probst - 26.out.2011/Associated Press
Cartaz diz "vocês jogam, nós pagamos" diante de uma escultura com o símbolo do euro, em Frankfurt, na Alemanha
6 - Criar uma nova moeda resolveria a crise econômica da Grécia?
Em tese, sim, mas há o risco de um aumento desenfreado de preços, desabastecimento, incentivo ao mercado negro e empobrecimento do país.
O país seria forçado a sair do bloco econômico —e, segundo alguns analistas, até mesmo da União Europeia.
7 - Ainda há chance para um acordo?
Sim. A Grécia apresentou no domingo (21) uma nova proposta aos líderes da UE, que inclui aumento de impostos, para elevar receitas, e mudanças na aposentadoria, para cortar custos:
três alíquotas de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), em 6,5%, 13% e 23%.mudanças em tributos sobre alguns alimentos e o setor hoteleiro.abolição das aposentadorias antecipadas a partir do próximo ano.redução das pensões complementares mais altas.
Louisa Gouliamaki/AFP
Primeiro ministro grego, Alexis Tsipras, no Parlamento, em Atenas
8 - O que fica para trás caso a Grécia deixe a zona do euro?
Fica para trás o bloco monetário construído ao redor do euro como moeda comum, criado em 1999.
Ele é controlado pelo Banco Central Europeu, e conta com 19 países membros, com 337 milhões de habitantes —11 milhões deles, gregos.
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ODEBRECHT QUER DENUNCIAR MORO POR VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS

ODEBRECHT QUER DENUNCIAR MORO POR VIOLAÇÃO DE DIREITOS HUMANOS
Advogada da empreiteira, Dora Cavalcanti aponta "desnecessidade dessa prisão preventiva", em referência à decisão do juiz Sérgio Moro de prender o presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, e "antecipação de um julgamento sem ter acusações postas"; "Achamos que está havendo violação dos direitos humanos mais básicos do cidadão", criticou; para ela, a forma como vem sendo usada a delação premiada na investigação é um "verdadeiro incentivo à mentira"
247 – A defesa da Odebrecht avalia como denunciar, até internacionalmente, a conduta do juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato. A advogada da empreiteira Dora Cavalcanti aponta "desnecessidade dessa prisão preventiva", em referência à decisão do juiz Sérgio Moro de prender o presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, e "antecipação de um julgamento sem ter acusações postas".
Segundo ela, que concedeu entrevista ao jornal O Globo neste sábado, a prisão de todos, inclusive do ex-diretor de Relações Institucionais Alexandrino Alencar, são "baseadas numa análise antecipada de uma acusação que não está pronta". Para ele, o que parece existir na Lava Jato, que já foi objeto de análise do STF, "é uma concepção equivocada sobre prisão preventiva".
"Achamos que está havendo violação dos direitos humanos mais básicos do cidadão. Estamos analisando, do ponto de vista da legislação brasileira e internacional, com a premissa de que: você vem a público esclarecer e um juiz de Direito vê isso como motivo para manutenção de prisão das pessoas físicas. Estou estudando como fazer uma denúncia até internacional pela violação de direitos humanos dos meus clientes", afirmou a advogada.
Ela ironiza o recurso da delação premiada utilizada na investigação, que "vai entrar par ao 'Guinness' (o livro dos recordes) como a investigação que mais teve delatores" e opina que, da forma como está acontecendo na Lava Jato, "a delação criminal é um verdadeiro incentivo à mentira". Ela usa ainda a expressão "sanha punitiva" para as decisões de Moro e afirma que, para os próximos dias, prepara uma "defesa serena e dentro das regras do jogo".

JUIZES FEDERAIS SAEM EM DEFESA DE MORO CONTRA A TENTATIVA DE RETALIAÇÃO DA ODEBRECHT

Os procuradores da República que atuam na força-tarefa Lava Jato saíram em defesa aberta do juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações penais da operação sobre desvios, corrupção e cartel das maiores empreiteiras do País na Petrobras.
Em 'nota à imprensa', os procuradores manifestaram 'total apoio' a Moro, titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, diante de entrevista da criminalista Dora Cavalcanti, publicada dia 27 de junho no jornal O Globo ("Advogada da Odebrecht estuda denunciar juiz da Lava-Jato por 'violação aos direitos humanos").
"A entrevistada parece desconhecer que o sistema judicial brasileiro prevê vários recursos e diversas instâncias recursais, tendo os investigados inúmeras possibilidades de obter a revisão das decisões tomadas pelo Juízo Federal, não sendo razoável, muito menos respeitoso ao sistema republicano, que sejam lançadas, por meio de notas ou entrevistas como aquelas recentes, acusações vagas, desrespeitosas e infundadas à atuação do juiz federal Sérgio Moro", argumentam os procuradores.
Segundo a força-tarefa "a afirmativa (de Dora) de que pretende recorrer a uma Corte Internacional para a garantia do direito de seus clientes sugere, fortemente, que os dez delegados, os nove procuradores, o juiz federal, a Corte de primeira instância, os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região e os ministros do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal estão mancomunados para violar direitos humanos dos seus clientes, o que é de uma total irresponsabilidade, senão desespero".
"Essa abordagem conspiratória, já refletida em entrevista anterior, negligencia a independência, maturidade e imparcialidade de nossas Cortes, refletindo estratégia que procura reverter, no campo midiático, as inegáveis evidências em desfavor da cúpula da empresa", prossegue o texto divulgado pelo Ministério Público Federal.
"Em uma República, não se deve pretender que a justiça seja cega para os crimes praticados por ricos e poderosos, mas sim cega na diferenciação entre ricos e pobres, pessoas com ou sem influência, fatores que em nada devem afetar o resultado dos processos", assinalam os procuradores.
A força-tarefa atribui 'abordagem superficial e interessada' à entrevista da criminalista. Os procuradores observam, por exemplo, a existência de "farta prova material dos crimes praticados" pelos alvos da 14ª fase da Lava Jato, a Operação Erga Omnes, entre eles o presidente da maior empreiteira do País, Marcelo Odebrecht.
"Foram, a título de exemplo, apreendidas planilhas com divisão das obras por empresa, nas quais constava a empresa Odebrecht como parte do "clube" de empreiteiras cartelizadas", afirmam os procuradores.
"Dezenas de milhões de dólares pagos por empresas no exterior aos funcionários da Petrobras foram bloqueadas e devolvidas. Tal é a robustez das provas que várias das empresas não colaboradoras já reconhecem boa parte dos crimes praticados. A insistência da Odebrecht, bem como de seus advogados, em negar a realidade, a ausência de apuração dos fatos na empresa e a falta da aplicação pela empresa de qualquer sanção àqueles que praticaram os crimes apenas confirma as demais evidências de que a corrupção era determinada e praticada na cúpula da empresa. Não se trata de prejulgar mérito ou investigados, mas de repetir juízo sobre as provas já feito, em caráter provisório, em processo público, em pedidos de medidas cautelares."
Os procuradores abordam a delação premiada, mecanismo que tem sido usado em larga escala pela força-tarefa, mas duramente contestado por defensores dos empreiteiros.
Eles se reportam, ainda, ao Caso Banestado, complexa investigação do Ministério Público Federal que desmontou esquema de evasão de divisas da ordem de US$ 30 bilhões.
"Ao contrário do que sugere a advogada, os acordos de colaboração premiada são de responsabilidade do Ministério Público Federal, não do juiz. O número de colaborações no presente caso decorre de vários fatores, sobretudo da robustez das provas em relação aos investigados, da experiência prévia dos procuradores com essa técnica de investigação e estratégia de defesa, desenvolvida no caso Banestado; mas principalmente do interesse público envolvido em seu emprego, dadas as peculiaridades do crime de corrupção e a sofisticação das técnicas de lavagem empregadas. O argumento de que prisões foram usadas para obter colaborações não tem qualquer base na realidade, pois mais de dois terços das colaborações foram feitas com réus soltos, fato que a advogada que atua no feito não deve desconhecer."
A 'nota à imprensa' divulgada pela força-tarefa da Lava Jato finaliza. "Cabe às partes, seja no curso do processo penal ou da investigação criminal, quando insatisfeita com alguma decisão, valer-se dos meios processuais adequados e, no caso da defesa, dos inúmeros recursos previstos. Embora todos tenham o direito de expressar sua opinião sobre decisões, não cabe buscar, por meio de acusações absolutamente infundadas na imprensa, e afirmação irresponsável e desconectada da realidade sobre suposto sentimento do juiz, tolher a liberdade da Justiça, que tem o dever de fazer cumprir a lei e a Constituição, com pleno respeito aos direitos e às garantias do cidadão."
A Odebrecht nega taxativamente envolvimento com o cartel das empreiteiras na Petrobras e afirma que nunca pagou propinas.

16 de junho de 2015

REDUÇÃO DA MAIORIDADE: A VERDADE POR TRÁS DAS CORTINAS!

A cadeia não é a única grande sacada econômica da redução da maioridade penal!

A redução não verdade cumpre outro papel!

O projeto de redução da maioridade é nefasto sob diversos aspectos para os jovens brasileiros. Tem uma dimensão da redução da maioridade penal que nem as organizações sociais que atuam no combate a violência contra a mulher e contra a exploração sexual de menores estão atentos!!
Com a redução da maioridade penal, ou seja, dar ao jovem capacidade civil, os jovens, principalmente do sexo feminino passaram a ser responsáveis pelos seus atos e vontades. Isto implica que o turismo sexual, pedofilia - exploração sexual de menores de 18 anos - prostituição infantil, uma chaga secular e sem solução em nosso país. 
Claro que os congressistas não tocarão nestes temas, até porque não é novidade pra ninguém que inúmeros deputados, senadores, seus assessores são:
 Clientes de prostíbulos;
 Sócios de hotéis que tem como principal "produto" para hospedes e turistas, um menu repleto de jovens menores para saciarem seus desejos;
 Financiados por redes sistemáticas e rentáveis do turismo sexual, empresas de jogos de azar, festas badaladas;
Brasília é muito fácil encontrar nos hotéis, prostíbulos disfarçados de "casas de massagens" e "SPA"!!
Ou seja, minha gente, aredução da maioridade traz para a legalidade o submundo da prostituição, turismo sexual, diminui o espectro da pedofilia garantindo assim um mercado obstruído pela legislação, na faixa entre 16 e 18!!
Pensem na TV podendo expor, antes menores, com a redução, "ADULTOS", em cenas picantes, nudez, filmes, propagandas eróticas, usando cigarros, bebendo...
Em fim, a indústria bilionária vai passar o projeto da redução da  maioridade porque a sociedade, infelizmente não tem opinião, a opinião é da imprensa que consegue introjetar na cabeça da população que os menos de 1% de menores que cometeram algum tipo de crime de morte é o culpado pelo caos na segurança pública do Brasil!!
Vamos ter que pagar pra ver, como sempre.

10 de junho de 2015

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA: AVALIAÇÃO DE GESTORES É INEVITÁVEL!

ACHO UM EXCELENTE MOMENTO PARA A UFBA, POR ISSO PENSEI NESTE TEMA E ESCREVI O TEXTO ABAIXO!


Penso que esta greve seja uma excelente oportunidade de refletirmos sobre o modelo de gestão “adotado” pelas IFES, particularmente a UFBA.


Temos hoje um “modelo” de baixa participação dos servidores, estudantes e a comunidade como um todo e de baixa qualidade e baixos resultados. 
A pequena participação decorre do modelo, com ranços patrimonialistas e burocráticos, sem falar no intenso apego aos cargos – decorrentes das necessidades financeiras – o que piora pela inexistência de Plano de Desenvolvimento Institucional, efetivo, construído a partir de princípios de gestão pública, de eficiência administrativa e da transparência da coisa pública.
Se neste momento - de reflexão, da construção através do debate, da abertura da universidade para uma grande interação interna e externa, a fim de proporcionar a construção coletiva dos interesses da UFBA, do conjunto de forças que a compõe, bem como, da disputa por prioridade na agenda do governo, tanto no plano de contas do governo (sob o enfoque Orçamentário), mas também, na agenda voltada para o efetivo reconhecimento das IFES enquanto instituições de interesse estratégico, científico, democratizante do conhecimento, comprometida com a cidadania, com as liberdades individuais e coletivas, com a natureza e a sustentabilidade – pudéssemos avançar em algumas pautas totalmente viáveis, inclusive pelo viés democratizante que, depois de tanto tempo, volta a arejar nossa UFBA, como é o caso da avaliação de lideres, gerentes e coordenadores de órgão, institutos e unidades gestoras. 

                                             "A sociedade não aceita mais uma gestão de portas fechadas!"

Observo que, hoje existe uma avaliação, se é que podemos considera-la como tal, serve apenas para avaliar, individualmente, o servidor e limita-se à garantia de progressão funcional, por mérito, não sendo possível aproveitá-la, se quer, para um diagnóstico da realidade de pessoal, qualificação, desempenho funcional e deficiências envolvendo os ambientes organizacionais. 
Pra piorar, as avaliações sofrem de alguns vícios, não de forma, mas de finalidade, pois, não atende aos fins para os quais foram propostos na norma, Emenda Constitucional 19/98.
Temos outro problema também, no que se refere as chefias e coordenações, assim como acontece com muitos servidores - a avaliação proforma - com os chefes também, seus pares, muitas vezes, só assinam a avaliação, já que são obrigados, caso contrário o servidor deixara de “progredir”, leia-se, receber um percentual em seu contracheque, sem nenhum julgamento quanto ao benefício financeiro, quero deixar claro! 

Vejam que, assim como o servidor, em cargo originário, o servidor ocupante de função de confiança não são avaliados a partir dos atos, atividades, projetos e programas da sua gestão, mas sim, simplesmente, pelo desempenho individual das suas atividades.
Entendo que se as IFES, aqui a UFBA, não se incumbir de estabelecer um plano de avaliação de gestores e lideres, de forma transparente, colegiada, com normas aprovada nos Conselhos Superiores, com agenda própria, metas bem estabelecidas, lastreado por um bom programa de capacitação e formação de Gestores Públicos, toda prioridade que se possa conquistar nas peças orçamentárias e nos eixos social e politico, não conseguirão suplantar a problemática interna corporis. 
Afinal tivemos 12 anos de vacas gorados e olha só no que deu! Tem acertos, avanços, ganhos para a comunidade, sem dúvidas! mas poderíamos ter muito mais, por muito menos e com melhor qualidade!!!



Temos que olhar pra dentro fazermos a autocritica e entendermos que nossa instituição sofre de sérios problemas de falta de gestores, falta investimento em especialização humana e técnica em Gestão Pública, falta estímulo, desafios programáticos e horizonte institucionalizado (objetivos, metas institucionais claras) para os servidores, principalmente o mais novos, já que, na grande parte do tempo, assumir cargos/função significa, ser “jogado aos leões”, viver de apagar incêndios, administrar fatos e ainda uma série de conflitos nos ambientes organizacionais

Escrito por: Antonio Claudio

25 de maio de 2015

UFBA REALIZA ATO POLÍTICO NA REITORIA


UFBA REALIZA ATO POLÍTICO NA REITORIA


O Ato Político de hoje na Reitoria, entrega na mão da categoria um forte instrumento de fortalecimento da greve dos TAE’s.
Não foi oficialmente defendida pelo reitorado e pelo Reitor, a legitimidade, oportunidade e necessidade desta greve, até porque está é uma prerrogativa do movimento, mas a posição assumida, publicamente, hoje não deixa dúvidas sobre o sentimento comum das categorias e da administração central!!
A crise, já do conhecimento de todos, e agora tornada amplamente pública, não é um legado desse reitorado, portanto, coerentemente o Reitor conclama a comunidade acadêmica - leia-se, nos servidores e nossa representação institucional, a ASSUFBA também - e a sociedade para se unirem em favor da universidade, defendê-la e garantir as conquistas da ultima década.
Fica clara a posição politica da Reitoria, já que num momento como este, contar com a força de uma grande greve, tanto de Servidores Professores quanto de Servidores Técnicos Administrativos, será importante para demonstrar força no combate a posição do governo de retrocesso nos investimentos para a Educação Pública brasileira, no nosso caso as IFES. Acumular energia de dois grandes movimentos em favor da universidade e "juntar-se a este movimento" é um gesto de grande habilidade politica e de consciência da grande jornada de enfrentamento com vistas à manutenção da Universidade Pública e dos investimentos necessários para manutenção das atividades e expansão, através dos projetos oriundos do REUNI e outros que esteja em curso.
Sob a perspectiva administrativa, a greve cumpriria vários papéis decorrentes da redução drástica nas cifras custeio da universidade, mesmo que cortando na própria carne.
O folego financeiro resultante permitirá a relocação de recursos para áreas essenciais e possibilitaria também que as equipes de planejamento e ações administrativas dispusessem de maior espaço de tempo para pensar uma “reforma administrativa” que conseguisse conviver, temporariamente, com o cenário restritivo definido como meta no modelo macroeconômico atual do governo federal para os próximos dois anos, sob a justificativa de retomada do crescimento econômico, preservação do emprego e renda, manutenção das baixas taxas de inflação e redução do déficit público e cumprimento das metas fiscais para honrar com compromissos financeiros.

Acho que agora o movimento deslancha, não só os servidores tem interesse na greve, agora ela chega nas instituições é o que nos parece!!!

16 de maio de 2015

GOVERNO SINALIZA COM AUMENTO DOS AUXÍLIOS ALIMENTAÇÃO E CRECHE

Paralelo às discussões das questões setoriais, a Condsef está negociando com o Ministério do Planejamento a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2015. Na última quinta-feira, dia 14, a entidade se reuniu com a SRT para tratar do reajuste dos benefícios e da regulamentação da negociação coletiva no setor público (Convenção 151 da OIT – Organização Internacional do Trabalho).

O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho, Manoel Messias, participou da reunião com a Condsef e o Planejamento. Ele explicou que a Convenção 151 da OIT tem sido discutida num fórum junto com as centrais sindicais.

Messias explicou também que a situação ainda não foi resolvida por questões políticas. Apesar de o governo federal já ter entrado em consenso, ainda faltam os estados e municípios fecharem a proposta. Lembrando que a regulamentação será comum às três esferas (União, Estado e Município).

Reajuste de benefícios

Sobre o reajuste dos benefícios, o governo apresentou uma proposta. Ele ofereceu R$ 455 para o auxílio alimentação e R$ 321,39 para auxílio creche, que estão em R$ 373 e R$ 73,07, atualmente.

O governo fez uma simulação sobre os valores da saúde suplementar. O menor valor, que hoje é R$ 82, passaria para R$ 110. Já o maior sairia de R$ 167 para R$ 204,49.

A Condsef discorda da proposta do governo. A luta é pela equiparação com os valores pagos no Legislativo e no Judiciário, já que todos saem da mesma fonte, a União. A confederação também discorda do prazo para implantação dos reajustes. O Planejamento fala em janeiro de 2016, mas a entidade quer em junho de 2015, já que não depende de previsão orçamentária.

Como não houve entendimento, o Planejamento se comprometeu em marcar uma nova reunião para tratar desses assuntos.

Com informações da Condsef

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