27 de abril de 2017

ÀS VÉSPERAS DE GREVE GERAL, REFORMA TRABALHISTA É APROVADA NA CÂMARA

A SAÍDA É PARAR O PAIS, CASO CONTRÁRIO, O ROLO COMPRESSOR NÃO VAI PARAR!


A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, dia 26, a reforma trabalhista do Governo Michel Temer (PMDB). O projeto de lei que faz a maior alteração nas regras envolvendo patrões e empregados em sete décadas foi aprovado por 296 votos a favor e 177 contra. A proposta será enviada ao Senado Federal depois que os deputados aprovarem os destaques que ainda precisam ser analisados. A expectativa do Governo é que ainda no primeiro semestre deste ano a reforma também seja aprovada pelos senadores. O placar é considerado um termômetro para outra votação estratégica: na próxima semana, o embate, bem mais difícil, será em torno da reforma da Previdência. Para aprovar alteração nas aposentadorias da grande maioria dos trabalhadores brasileiros serão necessários mais do que a maioria simples desta quarta, ou 308 votos da maioria qualificada em dois turnos de votação.
A fácil vitória da base aliada do peemedebista foi marcada por uma tumultuada e demorada sessão. Foram mais de dez horas de debates. Sem votos para rejeitar a proposta, a oposição tentou obstruir a votação de todas as maneiras. Fez uma série de protestos, com cartazes, faixas, cruzes e caixões de papelão tentando mostrar que as alterações representam “a morte” da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Uma das discussões durante a sessão foi a de não deixar a votação ser nominal. Ou seja, os deputados da base de Temer queriam uma votação simbólica, sem que os nomes dos parlamentares aparecessem como voto favorável ou contrário ao projeto. O temor era serem vítimas dos manifestantes que convocaram a greve geral para a próxima sexta-feira, dia 28, tanto contra a reforma trabalhista como a da Previdência. A mobilização que cresce em adesão tenta transformar em resistência ativa a impopularidade do presidente Temer - sua aprovação caiu a apenas 4% segundo o instituto Ipsos - e será um teste para a capacidade das ruas de influenciarem as decisões do Congresso nas próximas semanas.
A reforma trabalhista, se aprovada no Senado, acabará com a contribuição sindical obrigatória, determina que o que for negociado entre patrões e empregados prevalece sobre a legislação e dificultará o acesso dos servidores à Justiça do Trabalho. O texto cria uma jornada intermitente de serviço, regulariza o home office e exclui os sindicatos das homologações de demissões, entre outros tópicos. Assim como no Congresso, o proposta contrapõe especialistas no assunto. "A reforma como um todo foi olhada sob um viés do empregador, com coisas boas e ruins para a sociedade. Mas o problema é que não conseguimos ter um debate forte sobre o tema. Foi uma reforma açodada. Não há dúvidas que os trabalhadores saem perdendo", disse Ricardo Guimarães, mestre em direito do trabalho e professor da PUC- SP. Já Adauto Duarte, conselheiro do Instituto Via Iuris de Direito do Trabalho, elogia: "Sob a ótica do direito coletivo achamos a proposta muito equilibrada, porque a prevalência do acordo sobre o legislado já tinha sido dada pelo STF. A novidade é a lista do que não pode ser negociado. De um lado protege o trabalhador e do outro, para quem negocia (seja sindicatos ou empresas) aumenta a segurança jurídica. As regras ficam mais claras".

Sala de aula descontrolada

Em vários momentos, o plenário da Câmara parecia uma sala de aula em que o professor não tinha o mínimo controle sobre os estudantes indisciplinados. Ninguém escutava o orador, vaias eram ouvidas a todo momento e Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente da Casa, se cansou de pedir respeito, sem êxito. Os gritos de Fora Temer eram constantes no plenário. O deputado Assis Melo (PCdoB-RS) chegou a usar um uniforme de metalúrgico, que é a sua profissão original, e foi repreendido por Maia enquanto protestava contra a reforma. A lógica do presidente da Câmara é que o regimento interno da Casa prevê que os parlamentares têm de usar traje passeio completo, ou seja, terno e gravata.
Os opositores à gestão Temer repetiram à exaustão que as mudanças nas leis trabalhistas retiram direitos dos trabalhadores. Por outro lado, os aliados do Governo defendiam que as alterações modernizam a legislação e facilitarão a criação de emprego quando vier a retomada econômica. O líder da oposição, José Guimarães (PT-CE), disparou: “Só faltou um artigo neste projeto de lei: está revogada a CLT a partir desse momento”. Ao que o deputado Nogueira respondeu: “Nenhum direito foi revogado. A reforma quer garantir igualdade para todos os trabalhadores brasileiros”.
Enquanto os debates se intensificavam, lobistas vinculados a sindicatos patronais e laborais transitavam entre os deputados no plenário pedindo que vários deles apresentassem emendas parlamentares ao projeto, algo similar ao que ocorreu na comissão especial que debateu o tema, na terça.
Um levantamento feito pelo site The Intercept Brasil concluiu que entre os principais interessados nessa reforma trabalhista estavam entidades que representam bancos, indústrias e o setor de transportes. O jornal online examinou as 850 emendas apresentadas por 82 deputados durante a discussão do projeto na comissão especial. Dessas propostas, 292 (34,3%) foram integralmente redigidas em computadores de representantes da Confederação Nacional do Transporte (CNT), da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística). O relator, Rogério Marinho (PSDB-RN), segundo a reportagem acatou 52,4% das emendas. Na terça-feira, o EL PAÍS mostrou que lobistas da CNI municiavam deputados da comissão com algumas dessas emendas.

Defecções e cuidado redobrado

Apesar do placar expressivo, os principais partidos da base do Governo, que representam 313 votos, registraram 57 traições. Nenhuma dessas legendas votou totalmente fechada com a gestão Temer. Apenas para ficar nos maiores, que têm representantes em ministérios: dos 59 deputados votantes do PMDB, sete foram contra a reforma trabalhista. No PSDB, os números foram 44 votantes, um contrário. No PP, 43 votos, sendo nove contra. No PR, foram 7 defecções entre os 35 deputados. No PPS, três dos nove legisladores foram contrários. No PSB, 16 dos 30 parlamentares estiveram contra Temer. No PSD foram cinco dos 34. E no PTB, quatro entre 17.
Foi tendo como pano de fundo esse cenário que Temer quis se cercar de cuidados para garantir o resultado. Exonerou quatro de seus ministros que são deputados federais para não ter o risco de ter quatro votos a menos entre sua própria base. Retornaram à Câmara os ministros da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE), das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (PSB-PE) e do Trabalho, Ronaldo Nogueira (PTB-RS).
O retorno de Nogueira foi cercado de simbolismo. Afinal, como ministro do Trabalho, ele queria dar o peso de seu cargo para dizer ao trabalhador que seus “direitos serão preservados”. Além disso, sua exoneração retirou o voto de Assis Melo, o deputado comunista que protestou usando o uniforme de metalúrgico. Melo é suplente de Nogueira na Câmara e a volta do ministro o retirou da lista de deputados.
A mesma medida, de exonerar os ministros, será adotada por Temer na semana que vem, quando até 13 ministros podem voltar ao Legislativo para votar a reforma da Previdência, na terça e na quarta-feira. Os dias de agenda frenética no Congresso estão só começando.

26 de abril de 2017

E AGORA? TEMER ACERTA R$ 65 MILHÕES EM PROPINAS COM A ODEBRECHT


TEMER ACERTA R$ 65 MILHOES M PROPINA COM A ODEBRECHT



Os comprovantes são de uma propina que delatores dizem ter sido acertada depois de uma reunião com o então candidato a vice e os ex-presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e Henrique Eduardo Alves, todos do PMDB, em 2010.

É mais do que os US$ 40 milhões supostamente negociados na reunião com Temer e que já eram de conhecimento com base em informações dos executivos da empresa.

Odebrecht entrega extratos com propina de US$ 65 milhões acertada com Temer.

Os documentos estão de posse da equipe da força-tarefa da Operação Lava em Curitiba.

Planilhas apresentadas pelo delator Rogério Araújo confirmam o depósito do dinheiro sendo uma parte em contas no exterior em um banco no Caribe.

O depoimento confirma aquela versão de outro executivo Márcio Faria sobre o encontro em São Paulo, no escritório político do candidato a vice-presidente Michel Temer, em 2010. Rogério também participou desta mesma reunião.

Durante o encontro que durou cerca de 1 hora o delator afirma que Cunha disse que o contrato seria da Odebrecht porém o PMDB contaria com o dinheiro para campanha política. O que foi concordado por Michel Temer.

O acerto do contrato foi feito dentro da Petrobras com o engenheiro Aluísio Teles que pediu 3% do valor do contrato em propinas, os outros 4% seriam repassados ao PMDB e 1% foi destinado ao PT.

A Odebrecht ganhou o serviço para atuar na certificação de meio-ambiente em obras da Petrobras no exterior.

Em novo encontro Cunha exigiu que parte do pagamento devia ser feito antes da assinatura do contrato, o que não foi aceito.

25 de abril de 2017

"A GUERRA TERMO NUCLEAR PODE ESTOURAR A QUALQUER MOMENTO", DECLARA CORÉIA DO NORTE

Coreia do Norte para Trump: “A guerra termonuclear pode estourar a qualquer momento”


A Coreia do Norte joga com o terror. Em um novo exercício de intimidação verbal, o embaixador de Pyongyang na ONU, Kim In Ryong, afirmou que a escalada com os Estados Unidos cria “uma situação perigosa na qual uma guerra termonuclear pode estourar a qualquer momento”. “Se Washington optar por uma ação militar, estamos preparados para reagir a qualquer tipo de conflito”, afirmou o diplomata em um tom incomum na ONU.




Suas palavras chegaram em resposta à advertência lançada horas antes pelo vice-presidente Mike Pence. Em sua visita à Coreia do Sul, o segundo homem mais poderoso da Casa Branca deu por encerrada a era da “paciência estratégica” e anunciou que “todas as opções estavam sobre a mesa”, incluídas ações militares de represália como as lançadas na Síria e Afeganistão.

Desde a chegada de Donald Trump à presidência, a tensão com o regime norte-coreano não deixou de crescer até se tornar, como previu Barack Obama na transmissão de cargo, a maior ameaça externa para os Estados Unidos. O claustrofóbico regime de Pyongyang está há duas décadas envolvido na busca de um míssil nuclear capaz de alcançar o território norte-americano. Apesar de este objetivo ainda estar distante, conseguiu desenvolver uma bomba atômica de 30 quilotons (duas vezes a de Hiroshima) e uma potencia balística suficiente para ameaçar Coreia do Sul e Japão.

Diante do desafio, Washington não ficou em silêncio. Depois de verificar que as sanções não serviam de nada, apertou os parafusos de uma cyberguerra, cuja profundidade é um mistério, o desenvolvimento de um escudo de defesa aérea na Coreia do Sul e, nas últimas semanas, o envio do porta-aviões nuclear Carl Vinson e seu poderoso grupo de combate nas águas da península coreana. Tudo isso exacerbou ainda mais a retórica de um regime que se alimenta do terror.


Marcada por uma feroz repressão interna, a ditadura do líder supremo Kim Jong-un se sustenta pela própria ameaça de um conflito. Sob uma lógica endiabrada, está a possibilidade de uma guerra nuclear para a coesão de um Governo que, por trás da iconografia comunista, oculta uma tirania hereditária e paranoica, na qual o falecido fundador da dinastia, Kim Il-sung, ocupa o cargo de Presidente Eterno e seu filho morto Kim Jong-il, o de Líder Eterno. Uma máquina de poder pessoal que desafiou os Estados Unidos, uma economia 1.600 vezes mais poderosa, com um ímpeto suicida: a disposição de imolar-se e receber fileiras do maior exército do planeta, em troca de atacar com sua arma nuclear ainda que apenas uma vez seu inimigo ou alguns de seus aliados. Esta aterradora possibilidade conseguiu manter o regime vivo e evitou até agora que as pressões se materializassem em ações militares.

Diante desse equilíbrio do medo, Trump decidiu experimentar outro caminho. Pressionou diplomaticamente a China para que bloqueie a corrida armamentista coreana, e depois das demolidores intervenções militares no Afeganistão e na Síria demonstrou sua disposição para realizar um ataque preventivo.

Esta ameaça foi absorvida rapidamente por Pyongyang e transformada em pólvora para sua artilharia verbal. “Esta grave situação prova mais uma vez que a República Democrática Popular da Coreia está totalmente justificada quando aumentou suas capacidades de autodefesa e ataque preventivo com o arsenal nuclear”, afirmou o embaixador Kim In Ryong. A guerra, mesmo que verbal, já começou.

Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2017/04/18/internacional/1492475830_677210.html

20 de abril de 2017

MICHEL TEMER, 91% DE REPROVAÇÃO, SEGUNDO PESQUISA IBOPE




Michel Temer chegou a um dígito de popularidade. Nova pesquisa nacional do Ibope, publicada aqui com exclusividade, mostra o presidente com 9% de ótimo ou bom. É um ponto a menos do que em março, e quatro a menos do que em setembro. A tendência de queda continuada é anterior à Lista de Fachin. A pesquisa fechou antes de as delações da Odebrecht com citações a Temer e oito ministros seus explodirem nas mídias tradicionais e sociais.
Defensores do presidente costumam dizer que a desaprovação é geral, que a revolta é contra todos os políticos. Pode ser, mas com Temer é pior, bem pior. A taxa de ótimo e bom dos governadores é mais do que o dobro da do presidente: 22%. E a dos novos prefeitos, quatro vezes superior à de Temer: 37%.
Mais importante é que, comparando-se esses resultados com os de dezembro de 2015 (última vez que o Ibope avaliou as três esferas de governo ao mesmo tempo), Temer é o único em baixa. Na média nacional, o ótimo e bom dos governadores cresceu três pontos, e a dos prefeitos aumentou de 24% para 37%. O salto de 13 pontos se explica pelo fato de os prefeitos recém-eleitos terem sido empossados há cem dias. Mas os governadores estão há mais tempo no poder do que o presidente, alguns com governos quebrados.
A amostra da pesquisa não permite extrair recortes estaduais, mas, mesmo no Sudeste, onde o Rio de Janeiro passa pela mais grave crise fiscal de sua história, a taxa de ótimo e bom dos quatro governadores é, na média, o dobro da de Temer: 17% a 8%. No Nordeste, então, é uma lavada: 33% a 5% para os governadores. Comparar a popularidade de Temer com a dos prefeitos nordestinos é covardia: 44% a 5%. Também no Sudeste, 35% a 8%.
Por que Temer é tão mais impopular que prefeitos e governadores?
Embora em sua gestão a diferença de popularidade seja maior do que na da antecessora, ele já pegou a Presidência em baixa. Em abril de 2015, quando Dilma Rousseff ainda estava no Planalto, o ótimo/bom presidencial já era metade do dos outros governantes. Temer ampliou esse gap de popularidade por três motivos: desemprego maior, renda menor e reforma da Previdência.
Pesquisa Ibope/CNI mostrou que, em março, o noticiário sobre mudanças na aposentadoria despertou mais do que o dobro da atenção que as notícias sobre corrupção e Lava Jato. Raro, o fato sugere que parte da população entendeu que o governo pretende atrapalhar sua vida. Somem-se a dificuldade recorde de conseguir emprego e a diminuição da renda familiar vinda do trabalho e está explicado porque quase 60% dos mais pobres e dois terços dos nordestinos acham Temer ruim ou péssimo.
Quando Dilma chegou a um dígito de ótimo/bom, na primavera de 2015, o então vice fez a profecia autorrealizável de que seria difícil para ela manter-se no cargo por mais três anos. Apesar de ele acrescentar que não mexia uma palha para virar presidente, a declaração de Temer virou manchete, seu aliado Eduardo Cunha deflagrou o impeachment e Dilma caiu em sete meses. Cabe perguntar: por um ano e nove meses, dá para segurar?
É mais provável que sim do que não. Por ao menos cinco razões. Embora crescente, a taxa de ruim/péssimo do atual governo (56%) ainda é bem menor que a do pior momento de Dilma (70%, em dezembro de 2015). Empresários querem que Temer fique para aprovar reformas. Embora decrescente, a maioria do governo no Congresso ainda é expressiva. O presidente da Câmara não é Eduardo Cunha, mas o genro do secretário-geral da Presidência.
O quinto motivo é o principal: o presidente não tem um vice dizendo abertamente ser difícil ele se manter no cargo com um único e solitário dígito de popularidade. Para Temer sair antes do palácio é preciso haver alguém querendo entrar logo.

ANIVERSÁRIO DE IPIRÁ, DIA 20 DE ABRIL: UM POUCO DA HISTÓRIA DO "CAMISÃO"

IPIRÁ, UM POUCO DA SUA HISTÓRIA.  EM 20 DE ABRIL COMPLETA 162 ANOS - IPIRÁ TAMBÉM É CONHECIDA, CARINHOSAMENTE, POR "CAMISÃO".

Foto: Prefeitura Municipal de Ipirá

Ipirá desmembrou-se de Feira de Santana e foi automaticamente criada pela resolução provincial de número 520 em 20 de abril de 1855 com o topônimo de Santana do Camisão e pelo decreto 7521 de 20 de julho de 1931, passou a chamar-se IPIRÁ, nome de origem indígena cujo significado é IPI = Rio e RÁ = Peixe, nome do rio que banha parte das nossas terras chamado Rio do Peixe.
DAS ORIGENS
Santana do Camisão, mais conhecido como Camisão, ainda hoje, divaga no terreno das especulações. Várias são as hipóteses que explicam a origem do topônimo Camisão e dentre elas, por apresentarem resquícios de logicidade temos:
O HOMEM DO CAMISÃO
Conta-se que teria existido um velho desterrado português que era proprietário de um rancho e que por sua hospitalidade para com os que aqui passavam e por vestir longas camisolas de algodão, ficou conhecido por todos como o Homem do Camisão, originando-se assim o nome Camisão
DO CORONEL CAMISÃO
Outra hipótese é de que o nome Camisão originou-se do Coronel Manoel Maria Camisão, entradista português homenageado pelo Governador Geral do Brasil ao dar seu nome ao aglomerado de ranchos aqui existentes. O mesmo é descendente do herói da retirada de Laguna durante a Guerra do Paraguai, Tenente Coronel Carlos de Moraes Camisão.
ESTATÍSTICAS E DADOS  DE IPIRÁ
Município de Ipirá
Bandeira de Ipirá
Brasão de Ipirá
BandeiraBrasão
Hino
Aniversário20 de abril
Fundação1855
Gentílicoipiraense
Padroeiro(a)Sant'ana
CEP44600-000

MesorregiãoCentro Norte Baiano IBGE/2008[1]
MicrorregiãoFeira de Santana IBGE/2008[1]
Municípios limítrofesSerra PretaIpecaetáRafael JambeiroRiachão do JacuípePé de SerraCapela do Alto AlegrePintadasBaixa GrandeMacajubaRuy BarbosaItaberaba e Iaçu.
Distância até a capital202 km
 
Área3 060,263 km² [2]
População62 253 hab. IBGE/2013[3]
Densidade20,34 hab./km²
ClimaSemi-Árido
Fuso horárioUTC−3

IDH-M0,549 baixo PNUD/2010[4]
Gini0,52 PNUD/2010[5]
PIBR$ 245,888 mil IBGE/2009[6]
PIB per capitaR$ 3,953 37 IBGE/20

Localização de Ipirá

Fontes: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ipir%C3%A1
https://www.caboronganoticias.com/feliz-aniversario-ipira/
http://teen.ibge.gov.br/calendario-teen-7a12/evento/3402-aniversario-de-ipira-ba.html
http://www.ipira.ba.gov.br/?page_id=14

12 de abril de 2017

DIZ ELIANA CALMON: “A OPERAÇÃO LAVA JATO PRECISA CHEGAR AO PODER JUDICIÁRIO”

DIZ ELIANA CALMON: “A OPERAÇÃO LAVA JATO PRECISA CHEGAR AO PODER JUDICIÁRIO”

Para a jurista Eliana Calmon, escândalo de corrupção que já respingou no Executivo e no Legislativo precisa alcançar todos os poderes



São Paulo 21 FEV 2017

Não é de hoje que a jurista Eliana Calmon, de 72 anos, polemiza com seus pares da magistratura. Em 2011, quando ocupava o cargo de corregedora nacional de Justiça, ela afirmou que “bandidos de toga” estavam infiltrados no Judiciário. A declaração a colocou em rota de colisão com associações de juízes e magistrados, e posteriormente ela disse ter sido mal interpretada: "Eu sei que é uma minoria. A grande maioria da magistratura brasileira é de juiz correto". Seis anos depois, com o país mergulhado no escândalo de corrupção da Petrobras, que mobiliza juízes de diversas instâncias com processos da Operação Lava Jato, Calmon volta à carga, e afirma que é preciso apurar a responsabilidade do Judiciário no caso.

Baiana de Salvador – terra natal da empreiteira Odebrecht, bastante criticada pela jurista-, ela foi a primeira mulher a ocupar o cargo de ministra do Superior Tribunal de Justiça. Em 2014, filiada ao PSB, tentou sem sucesso uma vaga no Senado Federal, e posteriormente anunciou apoio ao candidato tucano Aécio Neves, que disputou e perdeu a presidência naquele ano. Veja a entrevista concedida por Calmon ao EL PAÍS por telefone.

Pergunta. Como você avalia a Lava Jato até o momento?

Resposta. A Lava Jato foi um divisor de águas para o país. A partir dela vieram à tona as entranhas do poder brasileiro, e sua relação com a corrupção em todos os níveis de Governo. Mas para que tudo isso fique muito claro, seja passado a limpo de fato, precisa se estender para todos os poderes. Muitos fatos envolvendo o Executivo e o Legislativo vieram à tona, mas o Judiciário ficou na sombra, é o único poder que se safou até agora.

P. Você acha que membros do Judiciário também tiveram um papel no escândalo de corrupção?

R. O que eu acho é o seguinte: a Odebrecht passou mais de 30 anos ganhando praticamente todas as licitações que disputou. Enfrentou diversas empresas concorrentes, muitas com uma expertise semelhante, e derrotou todas. Será que no Judiciário ninguém viu nada? Nenhuma licitação equivocada, um contrato mal feito, que ludibriasse e lesasse a nação? Ninguém viu nada? Por isso eu digo que algo está faltando chegar até este poder. Refiro-me ao Judiciário como um todo, nas três instâncias. Na minha terra, na Bahia, todo mundo sabia que ninguém ganhava nenhuma causa contra a Odebrecht nos tribunais. O que eu questiono é que em todas estas décadas em que a empreiteira atuou como organização criminosa nenhum juiz ou desembargador parece ter visto nada... E até agora nenhum delator mencionou magistrados.

P. Mas não existe um corporativismo no Judiciário que dificultaria processos contra os magistrados?

R. Os juízes exercem atividade jurisdicional para serem isentos. Ponto. É o seguinte: o juiz de primeiro grau é processado perante o próprio tribunal. O de segundo grau é processado pelo Superior Tribunal de Justiça, e os ministros pela Suprema Corte.

P. Como vê a indicação do senador Edison Lobão (PMDB-PA), investigado pela Lava Jato, para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça do Senado?

R. Um presidente que está com seu ibope tão baixo quanto está o Michel Temerdeveria ser mais cauteloso. Do ponto de vista jurídico nada impede que ele articulasse com a bancada do PMDB no Senado para colocar o Lobão na presidência. Mas em razão do envolvimento dele no processo da Lava Jato melhor seria que ele ficasse de fora. Por outro lado, a decisão era da bancada do partido, que é majoritária, então isso é normal. Se não fosse o Lobão ia botar quem? Está todo mundo comprometido. Você fecha o olho e pega um parlamentar... Pegou um corrupto! Pegou outro, corrupto!

Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2017/02/16/politica/1487263344_802616.html

A LISTA DE FACHIN: POLÍTICOS COM E SEM FÔRO SERÃO INVESTIGADOS

A LISTA DE FACHIN: POLÍTICOS COM E SEM FÔRO SERÃO INVESTIGADOS 




A lista oficial do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), finalmente foi divulgada.

No último dia 4, Fachin determinou abertura de inquérito contra nove ministros do governo Michel Temer, 29 senadores e 42 deputados federais. A relação, porém, vinha sendo mantida em sigilo.

A lista tem nomes de peso na política nacional, como Aécio Neves (PSDB), José Serra (PSDB), Renan Calheiros (PMDB), Aloysio Nunes (PSDB), Cássio Cunha Lima (PSDB), Fernando Collor (PTC) e Romero Jucá (PMDB), além dos presidentes do Senado e da Câmara.

Apesar de citado nas delações da Odebrecht, o presidente Michel Temer (PMDB) não está na lista.

Até janeiro, o relator do caso no STF era o ministro Teori Zavascki – morto em acidente aéreo no dia 19 de janeiro na região de Paraty (RJ) –, que comandava a operação no âmbito do tribunal desde o início.

No início de fevereiro deste ano, por decisão dos demais ministros e após sorteio, Fachin herdou de Teori os processos da Lava Jato que estão no STF.

Entre as acusações contra as autoridades com foro privilegiado estão os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, e há também descrições


Veja abaixo a lista completa dos investigados:

MINISTROS
Eliseu Padilha (PMDB), Casa Civil
Gilberto Kassab (PSD), Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações
Moreira Franco (PMDB), Secretaria-Geral da Presidência da República
Roberto Freire (PPS), Cultura
Bruno Araújo (PSDB), Cidades
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), Relações Exteriores
Marcos Pereira (PRB), Indústria, Comércio Exterior e Serviços
Blairo Maggi (PP), Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Helder Barbalho (PMDB), Integração Nacional

SENADORES
Senador Romero Jucá Filho (PMDB-RR)
Senador Aécio Neves da Cunha (PSDB-MG)
Senador Renan Calheiros (PMDB-AL)
Senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
Senador Paulo Rocha (PT-PA)
Senador Humberto Sérgio Costa Lima (PT-PE)
Senador Edison Lobão (PMDB-PA)
Senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Senador Jorge Viana (PT-AC)
Senadora Lidice da Mata (PSB-BA)
Senador José Agripino Maia (DEM-RN)
Senadora Marta Suplicy (PMDB-SP)
Senador Ciro Nogueira (PP-PI)
Senador Dalírio José Beber (PSDB-SC)
Senador Ivo Cassol
Senador Lindbergh Farias (PT-RJ)
Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
Senadora Kátia Regina de Abreu (PMDB-TO)
Senador Fernando Afonso Collor de Mello (PTC-AL)
Senador José Serra (PSDB-SP)
Senador Eduardo Braga (PMDB-AM)
Senador Omar Aziz (PSD-AM)
Senador Valdir Raupp
Senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) — presidente do Senado Federal
Senador Eduardo Amorim (PSDB-SE)
Senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
Senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Senador Antônio Anastasia (PSDB-MG)

DEPUTADOS FEDERAIS
Deputado Federal Paulinho da Força (SD-SP)
Deputado Federal Marco Maia (PT-RS)
Deputado Federal Carlos Zarattini (PT-SP)
Deputado Federal Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara
Deputado federal João Carlos Bacelar (PR-BA)
Deputado federal Milton Monti (PR-SP)
Deputado Federal José Carlos Aleluia (DEM-BA)
Deputado Federal Daniel Almeida (PCdoB-BA)
Deputado Federal Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
Deputado Federal Nelson Pellegrino (PT-BA)
Deputado Federal Jutahy Júnior (PSDB-BA)
Deputada Federal Maria do Rosário (PT-RS)
Deputado Federal Felipe Maia (DEM-RN)
Deputado Federal Ônix Lorenzoni (DEM-RS)
Deputado Federal Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE)
Deputado Federal Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-SP)
Deputado Federal Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)
Deputada Federal Yeda Crusius (PSDB-RS)
Deputado Federal Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)
Deputado Federal José Reinaldo (PSB-MA), por fatos de quando era governador do Maranhão
Deputado Federal João Paulo Papa (PSDB-SP)
Deputado Federal Vander Loubet (PT-MS)
Deputado Federal Rodrigo Garcia (DEM-SP)
Deputado Federal Cacá Leão (PP-BA)
Deputado Federal Celso Russomano (PRB-SP)
Deputado Federal Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)
Deputado Federal Pedro Paulo (PMDB-RJ)
Deputado federal Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)
Deputado Federal Paes Landim (PTB-PI)
Deputado Federal Daniel Vilela (PMDB-GO)
Deputado Federal Alfredo Nascimento (PR-AM)
Deputado Federal Zeca Dirceu (PT-SP)
Deputado Federal Betinho Gomes (PSDB-PE)
Deputado Federal Zeca do PT (PT-MS)
Deputado Federal Vicente Cândido (PT-SP)
Deputado Federal Júlio Lopes (PP-RJ)
Deputado Federal Fábio Faria (PSD-RN)
Deputado Federal Heráclito Fortes (PSB-PI)
Deputado Federal Beto Mansur (PRB-SP)
Deputado Federal Antônio Brito (PSD-BA)
Deputado Federal Décio Lima (PT-SC)
Deputado Federal Arlindo Chinaglia (PT-SP)

GOVERNADORES
Governador do Estado de Alagoas Renan Filho (PMDB)
Governador do Estado do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD)
Governador do Estado do Acre Tião Viana (PT)

TCU
Ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo Filho

PREFEITOS
Prefeita Municipal de Mossoró/RN Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora do Estado

EX-POLÍTICOS, FIGURAS PÚBLICAS e OUTROS
Valdemar da Costa Neto (PR) — ex-deputado.
Luís Alberto Maguito Vilela, ex-Senador da República.
Edvaldo Pereira de Brito, ex-candidato a senador pela Bahia em 2010
Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Codemig (MG)
Cândido Vaccarezza (ex-deputado federal)
Guido Mantega (ex-ministro)
César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro
Paulo Bernardo da Silva, então ministro de Estado
Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro
José Dirceu, ex-ministro
Ana Paula Lima (PT-SC), deputada estadual
Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Marta Suplicy (PMDB)
Napoleão Bernardes, Prefeito Municipal de Blumenau/SC
João Carlos Gonçalves Ribeiro, ex-secretário de Planejamento do Estado de Rondônia
Ulisses César Martins de Sousa, ex-Procurador-Geral do Estado do Maranhão
Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, filho de Romero Jucá
Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio Neves
Eron Bezerra, marido da senadora Grazziotin
Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu
Humberto Kasper
Marco Arildo Prates da Cunha
Vado da Farmácia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho
José Feliciano

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