22 de janeiro de 2015

FORUM SOCIAL MUNDIAL 2015

Rumo ao Fórum Social Mundial


FONTE: http://site.adital.com.br/site/noticia.php?lang=PT&cod=82894

Sergio Ferrari
Adital

A primavera árabe vive uma certa frustração e retrocesso. Com essa perspectiva, a próxima edição do Fórum Social Mundial, que se realizará novamente na capital de Túnis, entre 24 e 28 de março de 2015, redobra sua importância. "É necessário aumentar o nível de consciência dos cidadãos para mobilizar mais contra as injustiças, as desigualdades e em favor da liberdade e da dignidade de nossos povos”, enfatiza o pesquisador econômico marroquino Mimoun Rahmani, 46 años, membro ativo do Fórum Social de Magreb. Rahmani (foto) é também um importante analista político e social da região; militante do ATTAC (movimento em favor da aplicação de uma Taxa Tobin para punir os capitais especulativos internacionales) e membro do grupo de coordenação do Comitê pela Anulação da Dívida do Terceiro Mundo/ África (CADTM). Entrevista exclusiva.

O FSM será realizado de novo em Túnis na última semana de março do próximo ano. Por que repetir o mesmo lugar que em 2013? De onde nasceu a proposta?

Mimoun Rahmani: Sem dúvida alguma, o FSM de Túnis em 2013 foi uma das edições de maior êxito desde o seu nascimento em 2001, em Porto Alegre, Brasil. E foi o melhor conclave dessa natureza dos quais foram realizados até agora na África (Quênia e Senegal). O processo revolucionário e os levantes populares que se deram em diversos países árabes tiveram uma grande importância. Por outra parte, o Conselho Internacional (instância facilitadora do FSM), logo após a edição tunisiana de 2013 fez um balanço muito positivo. Também foi positiva a avaliação que, em setembro de 2013, em Túnis, fez o comitê de acompanhamento do Fórum Social de Magreb. Ambas as instâncias propuseram refletir as organizações dessa zona do norte de África em geral e a as tunisianas em particular, sobre uma nova candidatura para 2015, para receber pela segunda vez consecutiva o FSM. Finalmente, em dezembro de 2013, em Casablanca, o Conselho Internacional tomou a decisão de realizar a edição 2015 na capital tunisiana. E agora a preparação da mesma entra em sua fase decisiva…

Qual é a visão desde Magreb do que representa o Fórum Social Mundial quase 15 anos depois do nascimento desse novo espaço de confluência da sociedade civil internacional?

MR: O Fórum é um espaço plural e diversificado, mas também é um processo que se desenvolve no tempo, com seus altos e baixos. Não é um simples evento formal e no mesmo os movimentos sociais constituem um dos componentes essenciais dessa dinámica. Nesse sentido, sua presença e participação ativa é duplamente importante. Por um lado, são tais movimentos que dão força ao Fórum e à sua expansão. Por outro lado, é o Fórum em si mesmo, como espaço, o que permite aos movimentos sociais de fazer convergir suas lutas específicas, rompendo assim o isolamento dessas experiências essenciais. Potencializando as articulações necessárias para que essas experiências reforcem uma luta comum contra o neoliberalismo e, de uma forma geral, contra a globalização capitalista. Ou seja, uma convergência que tenda a modificar a relação de forças em nível mundial.

Insisto…: o FSM entendido como um espaço aberto e convergente da sociedade civil mundial?

MR: Penso que o FSM não deve limitar-se a ser "o espaço aberto de reflexão, debate de ideias democráticas, formulação de proposições, intercâmbio de experiências”, tal como define sua Carta de Princípios. Deve também tornar visíveis as lutas sociais e ter um papel de catalizador dessas lutas. Se não, não tem muita razão de existir. E daí a importância capital de mobilizar mais e mais os movimentos sociais tunisianos, magrebis, africanos e de outras regiões do mundo para essa próxima edição 2015. O êxito do nuevo FSM dependerá, uma vez mais, da participação ativa de tais movimentos sociais, das organizações em luta, dos camponeses e trabalhadores, dos estudantes, dos desempregados, dos jovens, das mulheres, dos excluídos e marginalizados.

A dinâmica pós-primavera árabe no norte da África vive um certo retrocesso… Qual é a sua interpretação sobre essa situação contextual regional no marco da qual será realizado o Fórum 2015?

MR: Se os levantes populares em 2011 conseguiram derrubar as cabeças dos regimes em Túnis e Egipto, não conquistaram, no entanto, a derrota dos regimes mesmos. Permitiram realizar algumas mudanças pequenas em outros países árabes como o Marrocos, não conseguiram que se introduzam mudanças políticas e econômicas profundas. O processo revolucionário é longo e necessita tempo, energia e determinação. Ao falar de Che Guevara, "Em uma revolução se triunfa ou se morre”. Lamentavelmente, não se vê em nenhum país da região uma força política capaz de conduzir um processo revolucionário. Os governos instalados, eleitos ou impostos, não promovem políticas para mudanças que rompam com o passado. Em outras palavras, se repetem hoje as mesmas opções econômicas neoliberais que antes; as mesmas políticas públicas; e orientações semelhantes ditadas pelas instituições financeiras internacionais (Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial). Em síntese, se percebe hoje o mesmo marco asfixiante ou inclusive pior, o que desencadeou os levantamentos populares na região a partir de 2011. Nesse sentido, a nova edição do Fórum Social Mundial a ser realizado em nossa região é mais do que importante. É necessária na medida em que permitirá, entre outras cosas, elevar o nível de consciência dos cidadãos na perspectiva de se mobilizar mais para enfrentar as injustiças nas desigualdades crescentes e em favor da liberdade e da dignidade dos povos.

Entre 30 de outubro e 1º de novembro próximos, o Conselho Internacional do FSM, como instância facilitadora do mesmo, vai realizar um encontro transcendente para a organização do evento de março próximo. Possivelmente, defina também os eixos temáticos de Túnis 2015. A partir da sua perspectiva magrebi, quais deveriam ser esses conteúdos essenciais?

MR: Como o Fórum é um espaço muito diverso e como as atividades são autogestionadas, seguramente, haverá uma grande variedade de temáticas a discutir. Contudo, o contexto regional e internacional faz com que certos eixos sejam mais prioritários. Em nível regional, em primeiro lugar, o processo revolucionário em curso, em particular em Túnis (já que o mesmo foi abortado no Egito e em outros lugares). O FSM será uma boa oportunidade para os movimentos sociais de fazer um balanço desses processos. Outras temáticas estarão na ordem do dia, entre elas o Islamismo político; os conflitos; a guerra e militarização; os direitos humanos e a livre expressão e opinião (levando em conta a perseguição de militantes e ativistas na região) etc.
Em nível internacional, o contexto está profundamente marcado pela continuidade da crise global e suas consequências para a população tanto no Norte como no Sul: austeridade e planos de choque, a dívida, os acordos de livre câmbio (acordo transatlântico entre a Europa e as nações do Mediterrâneo; acordos de relações de contrapartes económicas – como o APE – entre a União Europeia e certos países da África do oeste etc.). E, com certeza, a temática sensitiva sobre o clima, que constituirá um centro de atenção transcendente no FSM 2015. Fórum que deverá marcar uma escalada importante na preparação das mobilizações internacionais em torno da Conferência da COP21 sobre o clima prevista para o fim de 2015 em París.

O que poderá fazer a comunidade internacional comprometida para reforçar a presença dos movimentos sociais da região magrebi?

MR: A solidariedade internacional é um imperativo. Deverá manifestar-se a todo o momento, expressando seu apoio às diferentes lutas dos movimentos contra a injustiça, o racismo, ou contra a repressão por parte das autoridades que buscam criminalizar os movimentos sociais. E exigir o pleno exercício dos direitos fundamentais, entre eles em favor da liberdade de expressão e opinião. É através desse exercício solidário entre o Norte e o Sur que se poderá sustentar e dar coragem aos movimentos sociais e implicá-los ativamenten nos Fóruns Sociais.
É fundamental a solidariedade com as mulheres vítimas de estafas nos microcréditos no sul do Marrocos ou com as 595 mulheres da função pública em luta há 11 meses contra o seu licenciamento devido a medidas de austeridade impostas pelo governo grego, sob a tutela das instituições financeiras internacionais e da União Europeia. Ou inclusive a solidariedade com os jovens desempregados do sul de Túnis, que estiveram na origem mesma da revolução e que sofrem sempre os efeitos das políticas ultraliberais aplicadas pelo governo provisório.
É esse tipo de solidariedade que necessitam os movimentos e que, eventualmente, poderá facilitar sua participação no FSM 2015. É importante que os organizadores do FSM assegurem certos recursos financeiros para apoiar a presença desses movimentos e inclusive, por que não, organizar uma caravana que comece no sul de Túnis, parando em diferentes cidades e localidades, para chegar à capital no dia da abertura, 24 de março. Dessa caravana, poderiam participar delegados das organizações e movimentos sociais de Magreb e em nível internacional.
Insisto, o grande desafio dessa 2ª edição do Fórum em Túnis será a capacidade de mobilizar e assegurar a presença dos movimentos sociais.

Em que medida as próximas eleições a serem realizadas em Túnis, em 26 de outubri, puede ameaçar ou complicar a realização do FSM?

MR: O governo tunisiano tem expressado seu acordo para que o FSM se realize em seu país. O Comité local de organização está em discussão com as autoridades e o FSM será realizado, como ocorreu em 2013, no cômodo e extenso campus universitário de Al Manar. Penso que o governo que surgirá das eleições legislativas da última semana de outubro, seja qual for sua composição, não vai querer colocar em questão a realização do FSM. Que aportará, inclusive, recursos econômicos para o país! Adicionalmente, estou convencido de que o FSM deve ser considerado como uma conquista dos movimentos sociais. Qualquer eventual tentativa de proibi-lo deverá ser energicamente condenada pelo movimento altermundista, que deverá lançar uma ampla mobilização internacional. O espaço do FSM pertence ao movimento altermundista em seu conjunto, que deve se apropriar dele efetivamente.
Sergio Ferrari: Colaborador de imprensa E-CHANGER/COMUNDO, organização de cooperação solidária ativamente presente no FSM e co-organizadora das delegações suíças aos FSM.

O FSM, de Túnis em 2015 a Montreal em 2016

Nascido em 2001 em Porto Alegre, Brasil, o Fórum Social Mundial se realizou até agora cinco vezes nesse país sul-americano (2001, 2002, 2003 e 2005, em Porto Alegre, e 2009, em Belém do Pará). Duas vezes na África subsaariana (em 2007, em Nairóbi, no Quênia, e, em 2011, em Dakar, no Senegal), uma vez na Índia (Mumbai, 2004) e a última edição em Túnis, em 2013. Participaram mais de 60 mil representantes de 4.500 organizações de 128 países. A próxima edição, entre 24 e 28 de março de 201,5 novamente é convocada para a capital tunisiana. A iniciativa dos organizadores magrebis vai de mãos dadas com uma proposta mais ampla, denominada Quebec-Túnis, coordenada com a militância canadense, e que abarca o processo do Fórum para 2015 e 2016. A mesma prevê a realização do FSM seguinte, em agosto de 2016, em Montreal, Canadá. Falta ainda a decisão última do Conselho Internacional sobre a iniciativa canadense. (Sergio Ferrari)

21 de janeiro de 2015

SANGUE HUMANO: UMA MERCADORIA NO SUBMUNDO SOMBRIO!


"O Sonho da Aldeia Ding", do escritor Yan Lianke, é uma ficção que carrega o peso de uma verdade triste. O romance, fundamentado por três anos de pesquisa do autor, conta a história de um vilarejo pobre da China onde o sangue de seus cidadãos é comercializado como qualquer outra mercadoria.
A atividade é exercida sem seguir normas de higiene e causa discórdia entre os aldeões.
Por meio da narrativa, o autor traz à tona os conflitos éticos trazidos pela pobreza extrema, assim como pelo desejo de enriquecimento, e mostra como a ganância termina por drenar e contaminar literalmente a vida da China.
Yan Lianke é considerado um dos principais escritores asiáticos vivo. É também um forte opositor da ditadura que reina em seu país. Foi expulso de lá por causa do livro "A Serviço do Povo", que faz sátíra com as idiossincrasias da população chinesa.
Leia o primeiro capítulo de "O Sonho da Aldeia Ding".
*
Debaixo dos raios do sol poente, a planície do Henan estava vermelha, vermelha como sangue. Era fim de outono. Fazia frio. As ruas da Aldeia dos Ding estavam desertas. Os cães estavam de volta ao seu canto. As galinhas, empoleiradas. As vacas, há muito tempo deitadas no calor dos estábulos.
Nenhum ruído perturbava o silêncio da Aldeia dos Ding. A vida era igual à morte. Silêncio, fim de outono, crepúsculo.
A aldeia e seus moradores haviam definhado, e, como o capim e as árvores da planície, a vida secara: não passava de um cadáver enterrado em seu túmulo.
O vermelho do sangue dera lugar à escuridão da noite. Enfurnados em casa, os aldeões não saíam mais.
Meu avô, Ding Shuiyang, estava de volta da cidade. O ônibus que ligava Weixian, capital do distrito, a Dongjing, capital da província, deixara-o no acostamento da estrada principal como uma folha seca que o outono separa da árvore. O caminho que levava à Aldeia dos Ding fora pavimentado dez anos antes, quando todos os aldeões vendiam seu sangue. Por um instante, meu avô permaneceu imóvel no acostamento da estrada contemplando a aldeia que se estendia à sua frente. O vento trouxe-o de volta à realidade. Depois que embarcara no ônibus para ir à cidade escutar as intermináveis e melífluas exposições dos representantes do governo local, a confusão reinava em seu espírito. Agora tudo parecia claro como o sol nascendo num céu sem nuvens. Assim como é óbvio que as nuvens trazem chuva e o fim do outono traz frio, era óbvio que os aldeões que haviam vendido seu sangue dez anos antes iriam contrair "a febre" e deixar este mundo como as folhas mortas que o vento fazia cair das árvores no outono.
A doença escondia-se no sangue como meu avô imergia em seu sonho. A doença amava o sangue como meu avô amava o sonho.
Meu avô sonhava todas as noites. Fazia três noites que tinha um sonho recorrente. Ele estava em Weixian ou Dongjing. O sangue percorria uma rede de canalizações subterrâneas que se ramificava sob a cidade como uma gigantesca teia de aranha.
Nos locais em que os dutos estavam mal encaixados, o sangue esguichava para cima e caía numa chuva vermelha cujo cheiro irritava o nariz, e sobre toda a planície ele via o sangue brilhar nos poços e nos rios.
Nas cidades e aldeias, os médicos lamentavam sua impotência em refrear os progressos da doença, mas, diariamente, um médico, instalado numa rua da Aldeia dos Ding, esfregava as mãos de alegria. Na aldeia silenciosa, enquanto as pessoas se enterravam em suas casas, esse médico quarentão, sentado embaixo de sua velha sófora, a arca de remédios jazida a seus
pés, ria desbragadamente. Sua risada sonora fazia as árvores estremecerem e as folhas caírem, assim como o vento do outono que não esmorecia.

Quando saía do sonho, as autoridades convocaram meu avô para uma reunião. Como a Aldeia dos Ding havia perdido seu chefe, ele havia sido nomeado para substituí-lo.
De volta da reunião, diversas evidências ficaram claras para ele.
Em primeiro lugar, a doença que chamavam de "febre" tinha um nome: Aids.
Em segundo lugar, aqueles que haviam vendido seu sangue aquele ano haviam sido acometidos pela febre duas semanas depois e deviam forçosamente estar com Aids.
Em terceiro, aqueles que estavam com Aids apresentavam agora os mesmos sintomas de oito ou dez anos antes: uma febre comparável à da gripe, que desaparecia assim que eles ingeriam um medicamento antipirético, mas, três ou cinco meses mais tarde, eles já não tinham mais forças. Manchas e pústulas apareciam em seus corpos. Micoses carcomiam suas línguas e eles começavam a definhar. No fim de três meses, oito meses, muito raramente um ano, morriam. Carregados pelo vento como folhas secas. A luz se apagava e eles não eram mais deste mundo.
Quarta evidência: de dois anos para cá morria uma pessoa por mês na Aldeia dos Ding. Quase todas as famílias haviam perdido alguém. Mais de quarenta pessoas estavam mortas. Os sepulcros erguiam-se como feixes de trigo por toda parte nos campos. Alguns doentes com hepatite ou tísica, mas outros também cujo fígado e pulmões estavam perfeitamente saudáveis, não conseguiam engolir mais nada. Reduzidos ao estado de esqueletos, morriam seis meses mais tarde, depois de haverem cuspido uma bacia cheia de sangue. Carregados pelo vento como folhas secas. A luz se apagava e eles não eram mais deste mundo. Estivessem doentes do estômago, do fígado ou dos pulmões, era para todos a mesma "febre". A Aids.
Quinta evidência: aquela "febre", que no início só afetava os estrangeiros, as pessoas da cidade e os depravados, espalhara- se por toda a China, inclusive pelas aldeias, golpeando agora pessoas de conduta absolutamente inatacável. Como uma revoada de grilos, a doença abatia-se sobre as aldeias.
Sexta evidência: os que estavam doentes achavam-se irremediavelmente condenados. Era a nova doença mortal que golpeava o gênero humano, e o dinheiro nada podia contra ela.
Sétima evidência: aquilo era apenas o começo. A explosão iria produzir-se dali a um ano e atingiria seu paroxismo no ano seguinte. Por ora, dava-se a um homem que morria a mesma atenção que a um cão. Logo sua morte seria tão ignorada quanto a de um pardal, uma traça ou uma formiga.
Em oitavo lugar: eu estava enterrado atrás da escola onde meu avô morava. Quando eu morri, tinha acabado de completar 12 anos. Fui envenenado por um tomate que eu colhera ao voltar da escola. Seis meses antes, alguém dera veneno para nossas galinhas. No mês seguinte, o leitão que minha mãe criava comera um nabo envenenado e morrera. Por fim, eu comera o tomate envenenado largado numa pedra na beira do caminho que eu tinha que percorrer ao voltar da escola. Mal o engoli, tive a impressão de que me rasgavam as entranhas e desabei depois de alguns passos. Meu pai acorreu e me carregou às pressas para casa. Morri cuspindo uma espuma branca assim que ele me colocou na cama.
Eu estava morto, mas não morrera da "febre", isto é, de Aids.
Minha morte resultou da gigantesca coleta de sangue à qual meu pai se dedicara dez anos antes. Eu morrera porque ele se tornara o grande administrador do sangue para a Aldeia dos Ding, a Aldeia dos Salgueiros, a Aldeia das Águas Amarelas, a Aldeia do Segundo Li e outras aldeias da região. Ele era o rei do sangue.
No dia da minha morte, ele não derramou uma lágrima. Primeiro, quedou-se por um instante sentado ao meu lado com meu tio. Em seguida, os dois homens se levantaram e, equipados com uma pá afiada e um machado reluzente, foram se plantar no cruzamento de duas ruas, onde proferiram, com toda a potência de seus pulmões, uma torrente de invectivas destinadas à aldeia.
Meu tio berrou:
- Bando de canalhas, vocês só são bons para envenenarem à socapa, apareçam se tiverem colhões para que eu, Ding Liang, possa lhes arrancar a pele.
Meu pai, agitando sua pá, emendou:
- Vocês todos têm inveja de ver que eu, Ding Hui, sou rico sem ser doente! Tenho certeza! Estão com inveja! Pois bem, eu, Ding Hui, amaldiçoo seus ancestrais até a oitava geração.
Vocês envenenaram minhas galinhas, meu leitão e tiveram a suprema audácia de envenenar meu filho!
Continuaram assim até a noite.
Ninguém se atreveu a aparecer.
Finalmente, me sepultaram

5 de dezembro de 2014

NATAL: SERÁ QUE PAPAI NOEL É REAL PARA TODOS?


NATAL: SERÁ QUE PAPAI NOEL É REAL PARA TODOS?


O Papai Noel não vem pra todos, apesar da falácia publicitária. Inúmeras crianças são frustradas pelo fato de não obterem os presentes tão desejados. Muitos pais se sentem humilhados e constrangidos por não conseguirem comprar os presentes dos seus filhos.

"a publicidade recupera todos os valores para melhor desvalorizá-los e difundir sua ideologia consumista"

O presente, neste caso seria a refeição, a dormida, a segurança, a saúde, a presença familiar, etc., tec.,etc.. 


Nos dias atuais, todos os valores religiosos, sagrados e dogmáticos do Natal, já que estes são os fundamentos da celebração, são profanados pela ideologia capitalista, e as artimanhas publicitárias capitaneadas pela sociedade de consumo que transformaram a celebração natalina em um evento dissociado de seu objetivo primordial.
A prova de amor entre os entes queridos consiste em se dar presentes caros. De acordo com cientistas sociais e pesquisadores “a publicidade recupera todos os valores para melhor desvalorizá-los e difundir sua ideologia consumista. É uma poluição pluridimensional, que não tem outra finalidade se não estimular o consumo dos produtos do sistema industrial, isto é, da matriz de todas as poluições. Nesse sentido, a publicidade é a poluição das poluições”.


A sociedade capitalista é baseada nos signos de consumo, sucesso pessoal e promessas de felicidade mediante a satisfação do gozo. As relações pessoais estão longe de serem calcadas somente na afetividade. Vive-se a era em que o status e os signos das marcas são combustíveis para a aquisição de um pretenso bem-estar existencial. A felicidade interior evadiu-se na sociedade de consumo, poucos são capazes de vivenciá-la plenamente no cotidiano, muitos consideram que o bem-estar efêmero decorrente da fruição dos bens de consumo é a autêntica felicidade, de modo que criam, assim, uma confusão fundamental entre as duas experiências. Conforme a perspicaz análise de Erich Fromm (1900-1980), “a felicidade do homem moderno consiste na emoção de olhar vitrines e comprar tudo o que lhe é possível, à vista ou a prazo”.


A partir do desenvolvimento do regime capitalista, as relações interpessoais passam a ser mediadas pelas coisas, ou seja, quem nada tem nada é; decorre daí todas as distinções sociais provenientes da exaltação das posses materiais. Passamos a projetar nos objetos qualidades fantasmagóricas que interferem imediatamente nas relações sociais, interpondo-se entre os indivíduos, originando-se daí o fenômeno denominado por Karl Marx (1818-1883) como “fetichismo da mercadoria”.


Os objetos adquirem qualidades mágicas que encantam os sentidos dos consumidores, e todas as relações sociais são mediadas por objetos de consumo, que se tornam barreiras entre as subjetividades. Assim, o caráter alienado de um mundo em que as coisas se movem como pessoas, e as pessoas são dominadas pelas coisas que elas próprias criam. A consciência humana projeta para o produto uma espécie de energia oculta que se torna seu objeto de culto sagrado, celebrado nos altares capitalistas das vitrines das lojas.


Consumo: felicidade e angústia


A sociedade de consumo em sua falência ética considera que a morte de um cidadão é menos importante que as vitrines de uma loja atacada pelo clamor popular, e empresários cínicos fazem patéticos rituais fúnebres para os produtos destruídos pela ação revolucionária das multidões, mas sequer se preocupam com as condições de vida dos miseráveis deserdados cotidianamente pelo Estado plutocrático, capitalista. Esse mesmo empresário que condena a luta popular contra a opressão pelo fato de tal revolta prejudicar os seus interesses pecuniários é o mesmo sujeito que oprime o trabalhador impondo-lhe jornadas de trabalho exaustivas em nome do cumprimento de índices de venda exorbitantes, pagando-lhe uma miséria por sua labuta.


Os critérios “morais” da sociedade consumista, herdeira do tecnicismo industrial, consistem na obrigação incondicional do indivíduo se apresentar publicamente como alguém plenamente capacitado a consumir, mesmo que tal ato não resulte na satisfação de uma necessidade básica, imprescindível para o estabelecimento do bem-estar e saúde individual. A lógica consumista faz da disposição de adquirir coisas uma necessidade vital, e o sistema espetacular da propaganda contribui de forma colossal para tal relação fetichista.

O Papai Noel não vem pra todos, apesar da falácia publicitária. Inúmeras crianças são frustradas pelo fato de não obterem os presentes tão desejados. Muitos pais se sentem humilhados e constrangidos por não conseguirem comprar os presentes dos seus filhos. Sendo assim, são consumidores falhos que não cumpriram as metas normativas do capitalismo natalino.


O amor sagrado sucumbiu diante do poder diabólico das mercadorias encantadas. Feliz Natal!?

Fonte: Daniel Mazola é Conselheiro e Secretário da Comissão de Defesa da Liberdade e Direitos Humanos da ABI

NELSON MANDELA: UM ANO DE MORTE!

África do Sul lembra um ano da morte de Mandela



O aniversário de um ano da morte de Nelson Mandela, considerado o maior líder do Continente Africano e um dos principais símbolos mundiais de luta contra a desigualdade racial, será lembrado hoje (5) na África do Sul. Na noite de 5 de dezembro de 2013, o atual presidente da África do Sul, Jacob Zuma, anunciou, em rede nacional de televisão, que o primeiro presidente negro do país tinha morrido. "Ele está descansando. Ele está em paz. Nossa nação perdeu seu maior filho. Nosso povo perdeu um pai", disse Zuma em seu pronunciamento.

Pretória (África do Sul - 11/12/2013) - Sul-africanos foram prestar as últimas homenagens ao ex-presidente Nelson Mandela, no Union Buildings, Palácio do Governo (Marcello Casal Jr/Arquivo Agência Brasil)

Para marcar a data, que também está sendo lembrada em várias partes do mundo, o governo da África do Sul, juntamente com a Fundação Nelson Mandela, realizou nesta manhã - às 8h em Pretória (4h em Brasília) - uma cerimônia nos jardins do Palácio Union Buildings, a sede do governo, aos pés da estátua do ex-presidente, de 9 metros de altura. A homenagem contou com a participação de veteranos da luta pela liberdade e de outros que lutaram com Mandela contra o regime segregacionista do apartheid. Assim como ocorreu durante os três dias do velório, há um ano, os portões do palácio também foram abertos à população.

A fundação e o governo também convocaram igrejas, escolas, fábricas, mesquitas e outras repartições a tocar seus sinos, sirenes, megafones, para chamar a atenção das pessoas e fazer três minutos de silêncio, a partir das 10h (6h em Brasília), em homenagem a Madiba, nome do clã de Mandela e pelo qual era carinhosamente chamado. Em Joanesburgo, no Estádio Bidvest Wanderers, será realizada, a partir das 18h30 (14h30 em Brasília), uma partida espetáculo entre as seleções nacionais de Rugby e de Cricket, dois dos esportes mais populares na África do Sul, com shows ao vivo de artistas locais e sessão de autógrafos após o jogo, cuja renda será revertida para a Fundação Nelson Mandela.

O governo também convidou os sul-africanos a vestirem hoje sua blusa favorita e outras recordações com a imagem de Mandela. Pelo Twitter e Facebook, incentivou pessoas de todo o mundo a compartilhar memórias de Madiba, postando fotos, vídeos e histórias relacionadas a ele com a hashtag #RememberMandela. Em seu site, a Fundação Nelson Mandela, oferece um espaço para que as pessoas façam seu tributo a Madiba e possam ler as mensagens deixadas por pessoas de todo o mundo.


Depois de ficar 27 anos na prisão por sua militância contra o regime de segregação racial doapartheid, Mandela foi libertado em 1990. Após quatro anos, com a insustentabilidade do regime vigente e a realização das primeiras eleições em que os negros tiveram direito a voto, Madiba foi eleito pelo povo. Sua vitória levou à implementação da mais importante transição política dos tempos modernos, em um esforço de reconciliação das raças e refundação do país, transformando-o no “Pai da Pátria” e líder político global, levantando a bandeira da paz e também do combate à aids, doença que atinge cerca de 20% da população adulta da África do Sul.

A reportagem da Agência Brasil viajou à África do Sul logo após a notícia da morte de Nelson Mandela e registrou os principais momentos daquele que é considerado o maior funeral deste século, com a presença de quase 100 chefes de Estado e de governo, além de dezenas de personalidades mundiais e ex-presidentes de diversas nações. Nas matérias e na galeria de fotos mostra a emoção da população, as imensas filas enfrentadas para dar o último adeus ao principal líder africano e as homenagens prestadas.

4 de dezembro de 2014

SEREIAS: OS MISTÉRIOS DO OCEANO


Você já deve ter se perguntado se alguma criatura mítica ou fantástica existe de fato, ou se essas figuras são fruto da imaginação de algum louco ou artista. 
Há múltiplas explicações que justificam a Hipótese do Macaco Aquático, entre elas:
1. O fato de sermos os únicos primatas que não tem o corpo totalmente recoberto por pelos, uma condição só existente em ambientes aquáticos ou subterrâneos.
2. Os humanos são os únicos mamíferos bípedes. Essa transformação não ocorreria facilmente na savana africana, onde evoluíram os primeiros homens. Já na água, o corpo humano tende a manter essa posição.
3. A respiração do ser humano é diferente da de outros mamíferos, já que temos a capacidade de controlá-la voluntariamente. Tal como os mamíferos marinhos, podemos inalar o ar necessário para mergulhar e depois voltar à superfície para respirar.
4. Assim como os mamíferos aquáticos, e ao contrário dos terrestres, os humanos possuem uma reserva de gordura que retêm durante todo o ano.
5. As lágrimas, a sudorese excessiva e a porção de pele que separa o polegar do dedo indicador sugerem antepassados aquáticos segundo os adeptos da teoria.
6. Por último, nossa facilidade de nadar, em comparação à falta de jeito de muitos mamíferos terrestres na água, sugere que evoluímos de seres aquáticos.

As sereias são seres descritos minuciosamente em relatos, livros e filmes, mas será que elas existem ou existiram em um passado remoto?
Uma das teorias é a Hipótese do Macaco Aquático: ancestrais mais ou menos próximos dos humanos teriam adotado, durante um certo período, um estilo de vida semiaquático na costa africana, seja pela necessidade de buscar alimento na água ou de defender-se de predadores.
De qualquer modo, esse fato pode ter influenciado sua evolução, gerando uma subespécie anfíbia, enquanto outros hominídeos mantiveram uma existência puramente terrestre.
Embora tenha sido abandonada ao longo dos anos, ao menos três estudiosos – Max Westenhofer, ideólogo, Sir Alister Hardy, biólogo marinho, e Elaine Morgan, escritora feminista – se dedicaram a desenvolver essa teoria.
As sereias teriam uma linguagem tão complexa e desenvolvida como a dos humanos.
Os detratores descartam a teoria enfatizando, por exemplo, que existem muitos mamíferos aquáticos totalmente peludos, como lontras e castores. Por outro lado, nenhum mamífero aquático é bípede, e o mais importante, em nenhum momento foram encontrados vestígios fósseis que comprovem a existência de “macacos aquáticos” ou sereias.
No entanto, nos últimos anos, diversas pesquisas sugerem a possibilidade de existirem criaturas aquáticas com uma linguagem tão complexa como a do ser humano, o que fez ressurgir a hipótese das sereias.
Segundo novos estudos, alguns hominídeos podem ter passado por uma adaptação evolutiva ao ambiente aquático, transformando as duas pernas em uma cauda que lhes permitisse nadar com mais facilidade.
E você, no que acredita? Será que as sereias existem mesmo?


FMI - FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL E OS EUA FIZERAM O QUE COM O OURO DE FORT KNOX?


Será que ainda existe um único grama de ouro real em 
FORT KNOX ?



O OURO dos EUA desapareceu !
Posted by Thoth3126 on 30/07/2014


O Chefe do FMI, Strauss-Kahn, foi preso porque descobriu que o OURO dos EUA não existe mais, SUMIU, DESAPARECEU. 

“A liberdade de uma democracia não é segura se o povo tolera o crescimento de poder privado ao ponto de tornar-se mais forte que o próprio Estado democrático. Isto, em essência, é fascismo – o apossamento do governo por uma pessoa, por um grupo, ou qualquer poder privado de controle.” –Presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt.


(Parece que por lá tudo é falso, desde as barras de ouro até o próprio presidente.)

Tradução,edição e imagens: Thoth3126@gmail.com

O Ouro dos EUA desapareceu, sumiu. O Chefe do FMI, Strauss-Kahn, foi preso porque descobriu que o OURO dos EUA não existe mais, SUMIU, DESAPARECEU. 


                                               
De acordo com um relatório do FSB, o Diretor Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI ) Dominique Strauss-Kahn tinha se tornado “cada vez mais preocupado” depois que os Estados Unidos começaram a “enrolar” na sua prometida entrega DEVIDA ao FMI de 191,3 toneladas de ouro acordados no âmbito da segunda alteração dos artigos do acordo assinado pelo Conselho Executivo do FMI em Abril de 1978 que estavam sendo vendidos para financiar os chamados Direitos de Saque Especiais ( DSE ) como uma alternativa ao que é conhecido como a reserva de moedas.

Um novo relatório preparado para o primeiro-ministro Putin pelo Serviço de Segurança Federal russo ( FSB ), afirma que o agora ex-Diretor Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI ), Dominique Strauss-Kahn, que foi acusado e preso nos EUA por alegados crimes sexuais contra uma camareira do hotel em que estava hospedado, foi porque ele “apenas descobriu“ que todo o ouro que deveria estar depositado nos Bullion Depository dos EUA em FORT KNOX esta ‘faltando e/ou desapareceu” (foi totalmente ROUBADO).

Em dúvida sobre os motivos da prisão, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, acredita que Dominique Strauss-Kahn, foi vítima de uma conspiração obscura. Este relatório do FSB afirma ainda que Strauss-Kahn comentou suas preocupações com funcionários do governo norte-americano próximos ao presidente Obama de que havia sido “contatado” por “elementos marginais” de dentro da CIA-Agência Central de Inteligência, que lhe forneceram ‘fortes indícios’ de que todo o ouro que os EUA possuía desapareceu, ”foi embora, sumiu”.


Será que ainda existe um único grama de ouro real em FORT KNOX ?

Após Strauss-Kahn receber as provas de agentes dissidentes da CIA, ele fez arranjos imediatos para deixar os EUA e ir para Paris, mas quando foi contatado por agentes que trabalham para a agência francesa de inteligência, a Direção General de Segurança Externa ( DGSE ) na França, foi informado de que as autoridades americanas já estavam em busca de sua captura, ele fugiu às pressas para o aeroporto JFK de Nova York seguindo às instruções desses agentes franceses para que não usasse mais seu telefone celular (abandonado no hotel), porque a polícia dos EUA poderia rastreá-lo e conseguir a sua localização exata (o que aconteceu de qualquer forma).

Depois que Strauss-Kahn estava acomodado em segurança em um vôo da Air France para Paris, já dentro do avião, no entanto, ele cometeu um ‘erro fatal’, chamando o hotel a partir de um telefone de dentro do avião para pedir-lhes que enviassem o celular que tinha sido deixado para trás para a sua residência francesa, sendo assim que os agentes dos EUA foram capazes de localizá-lo e imediatamente prendê-lo.


Mahmoud Abdel Salam Omar, no centro da foto no momento da sua prisão pela mesma acusação de estupro. 

Na primeira quinzena de maio, Strauss-Kahn solicitou a ajuda para seu amigo e alto banqueiro egípcio Mahmoud Abdel Salam Omar para retirar as provas do roubo do ouro dos EUA de dentro desse país, provas que lhe foram dadas pelos agentes da CIA. Omar, no entanto, e exatamente como Strauss-Kahn antes dele, foi também foi preso e acusado pelos EUA, também com um crime sexual (n.t. a mesma acusação sofrida por Julian Assange, do Wikileaks, por ter revelado segredos dos EUA em seu site), contra uma empregada de hotel de luxo, uma acusação que o FSB rotula como ‘inacreditável’ devido a Mahmoud Abdel Salam Omar ser já um senhor de 74 anos de idade e um Muçulmano devoto.

Em um movimento surpreendente muito intrigante em Moscou, Putin após a leitura deste relatório do FSB, ordenou então que fosse colocado no site oficial do Kremlin uma declaração do governo em defesa de Strauss-Khan, se tornando assim noprimeiro e único líder mundial a declarar que o chefe do FMI, foi vítima de uma conspiração do governo dos EUA. Putin afirmou ainda, “É difícil para mim avaliar a política e os motivos ocultos, mas eu não posso acreditar que ele cometeu os atos de que ele foi inicialmente acusado. Não parece ser esse o motivo de sua prisão em minha mente.”




Também é interessante perceber em todos esses acontecimentos é que um dos principais Deputados dos EUA, Ron Paul e um candidato presidencial nas eleições dos EUA em 2012 há muito tempo declarou sua crença de que o Governo dos EUA vem mentindo sobre suas reservas de ouro mantidas em Fort Knox.

O Deputado republicano Ron Paul esta tão preocupado com as reservas legais de ouro do governo dos EUA e de que o Federal Reserve esta escondendo a verdade sobre as reservas americanas de ouro, que ele apresentou um projeto de lei no final de 2010 para forçar uma auditoria externa nesses dois orgãos que detém o ouro dos EUA, mas que posteriormente foi derrotado em votação na Câmera dos deputados pelas forças que sustentam o regime de Barack H. Obama.

Quando diretamente questionado pelos repórteres se ele acreditava que não havia mais ouro em Fort Knox ou na Reserva Federal, o deputado Ron Paul deu a resposta incrível, “Eu acho que é uma possibilidade“.

Também é interessante de se notar é que apenas 3 dias depois da prisão de Strauss-Kahn, o deputado Ron Paul fez uma nova chamada para os EUA vender suas reservas de ouro, ao afirmar, “Dado o alto preço em que o ouro esta hoje, e o problema da dívida interna enorme que temos agora, por todos os meios, deveríamos vender no pico dos preços altos.”


FORT KNOX onde deveriam estar depositados o ouro REAL dos EUA e não barras falsas.

Alguns relatórios da situação bizarra sobre o ouro do país, emanados dos EUA nos últimos anos, no entanto, sugerem que não há mesmo nenhum ouro para ser vendido, como se pode ler como foi postado em 2009 no site de notíciasViewZone.Com:


“Em outubro de 2009, a China (o maior credor da dívida pública dos EUA) recebeu um carregamento de barras de ouro. O ouro é usado para regular as trocas entre os países para pagar dívidas e para liquidar os chamados saldos de balança de comércio entre países. A maior parte do ouro é trocada e armazenada nos cofres sob a supervisão de uma organização especial e mundial com sede em Londres, a London Bullion Market Association (ou LBMA). Quando a remessa foi recebida, o governo chinês pediu que os testes especiais fossem realizados para garantir a pureza e o peso das barras de ouro. Neste teste, quatro pequenos furos são perfurados nas barras de ouro e o metal é então analisado. 

Os funcionários da LBMA ficaram chocados ao saber que essas barras pertencentes à CHINA eram FALSAS !!. Elas continham núcleos de tungstênio, com apenas uma finíssima camada externa de ouro verdadeiro. Além do mais, essas barras de ouro, contendo números de série para seu rastreamento e identificação, tinham como origem os EUA e tinham sido guardadas em Fort Knox durante anos. Foram relatadas entre 5.600 a 5.700 barras falsificadas, pesando 400 onças cada uma (1,134 quilos cada barra), na transferência!”




Qual será o desfecho final da história de Strauss-Kahn não está em nosso conhecimento, mas novos relatórios provenientes dos Estados Unidos mostram a sua determinação de não desistir de sua defesa sem uma luta e que para isso ele contratou o que é descrito como uma “equipe da pesada’ de ex-agentes da CIA,investigadores privados e consultores de mídia para defendê-lo.

Para todos os efeitos práticos sobre a economia global, se deveria ser (de que forma?) investigado para provar que os EUA, na verdade, está mentindo sobre suas reservas de ouro. A capacidade do povo norte americano para saber a verdade sobre essas coisas, é como sempre, impedida pelas falsidades dos seus órgãos de comunicação controlados, deixando-os em perigo de não estarem preparados para oterrível colapso (PROVOCADO) econômico de sua nação que agora se acredita acontecerá mais cedo do que mais tarde.

15 de outubro de 2014

DIA DO PROFESSOR: MUITO OU POUCO A COMEMORAR?



15 DE OUTUBRO Um dia com, ainda, muito pouco para comemorar!! 
No Brasil, ser profissional de educação é, antes de tudo, um ato de extrema valentia e determinação. 
Tivemos avanços pontuais mais nada que represente o que de fato o país precisa para valorização real da educação, da produção do conhecimento, da formação de estudantes críticos e conscientes do seu papel para a sociedade e o estado. 
A profissão passa por uma crise que tem sua origem, desde as reformas da educação nas décadas passadas, até os dias atuais.
É nítida a precarização da carreira (contratação de REDA's e PST's); 
Problemas na qualidade da formação acadêmica disponível hoje nas universidades (repletos de lacunas lógicas, descontextualizados, sem ferramentas para lhe dar com os desafios da contemporaneidade, desatualizados e com poucos fundamentos); 
Falta de Planos de Carreiras que garantam o desenvolvimento profissional adequado e as garantias remuneratórias capazes de manter o professor motivado, inovador e criativo; 
A perda da referência familiar pelos jovens, onde os pais e mães assumem hoje, apenas, o papel de provedores econômicos e ainda culpabilizam os professores pelos problemas e fracassos da formação familiar e de cidadania dos seus filhos, aumentando a pressão e cobranças para que o professor preencha esta lacuna familiar; 
Falta de interesse dos jovens pela carreira de professor, basta verificar a queda na busca por cursos de licenciaturas nos diversos vestibulares pelo país, (Relato de Roberto Leão - Presidente da CNTE); 
Desconstrução sistemática do papel e da imagem do profissional da educação - neste caso - principalmente a figura do "Mestre" e consequente aumento das diversas formas de violência, dentro e fora das salas de aulas; 
O desinteresse dos professores pela política, fundado na descrença pelo modelo representativo, pautado pelo pluralismo político, tendo nos partidos a maior expressão deste modelo. (só pra exemplificar, os candidatos que se intitularam professores e se candidataram a cargos eletivos nas eleições estaduais deste ano 2014, nenhum, ou quase nenhum teve votação significativa capaz de alcançar o legislativo ou executivo, mesmo num estado que tem um numero de professores suficientes para eleger vários deputados estaduais e federais, considero aqui os professores da educação pública e privada de todo estado);
Não quero aqui desestimular ou, apenas apontar os problemas, mas considero, como professor que sou, que o caminho é longo e os problemas são muitos. A mudança deste cenário vai exigir que atuemos cada dia mais próximos dos alunos dos pais e das mães, mas principalmente, dos nossos representantes e dos que, de fato defendam a educação e seus atores. A mudança sem participação nos fóruns representativos, dificilmente ocorrerão, logo, é preciso sim nos engajarmos e disputar os espaços de decisão e, principalmente, garantirmos que a educação seja tratada como prioridade e como política estratégica de estado, só assim será possível transformar a realidade social, política e econômica do nosso país.

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