11 de setembro de 2017

ABERTAS MAIS DE 3000 VAGAS PAR PROCESSO SELETIVO (SAEB – BA - ESTÁGIO) EDITAL n° 003/2017


CONCURSOS ABERTOS BAHIA (ESTÁGIO)

Processo Seletivo SAEB – BA (Estágio)
Secretaria da Administração do Estado da Bahia abre processo seletivo com 3.105 vagas para estagiários de nível superior de diversos cursos.
30/08/2017 às 14h03 • Atualizado em 30/08/2017 às 15h13



Está aberto o novo processo seletivo da Secretaria da Administração do Estado da Bahia(SAEB). Regulada pelo edital n° 003/2017, a seleção tem como objetivo a admissão de estagiários de nível superior no Programa de Estágio do Governo da Bahia.

Cursos

São 3.105 vagas para estudantes dos seguintes cursos: Engenharia Civil, Design Gráfico, Direito, Administração, Engenharia Elétrica, Física, Análise de Sistemas, Agrimensura, Jornalismo, Letras, Logística, Museologia, Arquitetura, Arquivologia, Engenharia Florestal, Medicina, Artes Plásticas, Antropologia.

Segurança da Informação, Biblioteconomia, Química, Biomedicina, Ciências da Computação, Ciências Contábeis, Cinema e Audiovisual, Ciências Econômica, Engenharia de Agrimensura, Comunicação Social, Jornalismo, Design, História, Design de Moda, Dança, Interdisciplinar em Artes, Desenho e Artes Plásticas.

Educação Física, Sistemas de Informação, Engenharia Agronômica, Engenharia da Computação, Geologia, Farmácia, Filosofia, Informática, Engenharia Sanitária e Ambiental, Engenharia da Pesca, Engenharia de Petróleo, Engenharia Mecânica, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Minas.Engenharia Química, Web design, Zootecnia, Terapia Ocupacional, Enfermagem, Engenharia de Produção e Cartográfica, Gestão de Redes de Computadores, Matemática, Nutrição, Relações Internacionais, Relações Públicas, Secretariado, Geografia, Urbanismo, Gestão Ambiental.

Gestão de Recursos Humanos, Interdisciplinar em Humanidades, Medicina Veterinária, Secretariado Executivo, Serviço Social, Saneamento, Odontologia, Pedagogia, Psicologia, Teatro e Turismo e Hotelaria.

Remuneração e requisitos

Os aprovados serão lotados em diversas cidades da Bahia e farão jus a bolsas de R$ 455,00 a R$ 1.424,00. É necessário estar devidamente matriculado e ter concluído pelo menos metade do curso para participar da seleção, entre outros requisitos.

Inscrições e etapas

Interessados podem se inscrever até o dia 13 de setembro de 2017, no endereço eletrônico www.programaestagio.saeb.ba.gov.br.

A seleção será feita por meio dos seguintes critérios de prioridade: candidato inscrito no CADÚNICO; candidato que tenha cursado o ensino médio completo em escola pública (ou com bolsa integral na rede privada); sorteio pelo sistema.

Os aprovados serão informados por e-mail. A duração do estágio, na mesma parte concedente, será de um ano, sem possibilidade de prorrogação, exceto quando se tratar de estagiário com deficiência.

O edital completo com mais informações sobre o Processo Seletivo SAEB – BA (Estágio) – 2017se encontra no seguinte link: www.programaestagio.saeb.ba.gov.br.

5 de setembro de 2017

MALAS DE DINHEIRO ENCONTRADAS EM ENDEREÇO RELACIONADO A GEDEL VIEIRA

MALAS DE DINHEIRO EM ENDEREÇO RELACIONADO A GEDEL VIEIRA




A Polícia Federal divulgou, nesta terça-feira (5), a localização de um “bunker” com ao menos oito malas e seis caixas de dinheiro em um endereço ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, em prisão domiciliar desde o mês de julho em Salvador. "Após investigações decorrentes de dados coletados nas últimas fases da Operação Cui Bono?, a PF chegou a um endereço em Salvador/BA, que seria, supostamente, utilizado por Geddel Vieira Lima como “bunker” para armazenagem de dinheiro em espécie", afirmou a PF, por meio de nota. Foram localizadas milhares de notas de reais na operação Tesouro Perdido, autorizada pela 10ª Vara Federal em Brasília, que analisa processos relacionadas à Operação Cui Bono?, responsável pela prisão de Geddel no último dia 3 de julho. Dados obtidos pela primeira operação apontaram o endereço, em Salvador, que seria utilizado para armazenagem do dinheiro. Os valores apreendidos serão transportados a um banco para contabilização e depositados em conta judicial.

24 de agosto de 2017

LANCHA NAUFRAGA NA BAHIA DE TODOS OS SANTOS. EMBARCAÇÃO NAUFRAGA COM 130 PASSAGEIROS NA BAHIA DE TODOS OS SANTOS

URGENTE: Embarcação vira durante trajeto Mar Grande-Salvador; SAMU presta auxílio às vítimas



Uma embarcação virou na manhã desta quinta-feira (24/8), com mais de 120 pessoas, na Baía de Todos os Santos durante o trajeto Mar Grande/Salvador. A lancha de prenome Cavalo Marinho teria saído de Mar Grande, por volta das 6h30.  Um helicóptero do Graer (Grupamento Aéreo da Polícia Militar) e ambulâncias do Samu, que estão nos terminais náuticos de Mar Grande e de Salvador, auxiliam  no resgate das vítimas.
Por conta da tragédia, a Associação dos transportadores Marítimos da Bahia (Astramab) suspendeu a Travessia Mar Grande / Salvador.
“A informação imprecisa é que estava com aproximadamente 130 pessoas. O apoio está sendo dado, com auxílio de embarcações. A capitania já foi acionada”, disse Jacinto Chagas, presidente da Astramab.

O Comando do 2º Distrito Naval informou que ainda não há detalhes sobre o ocorrido, mas três navios da Base Naval de Aratu e três lanchas da Capitania dos Portos estão em deslocamento para o local.

Na última quarta-feira (23), a travessia chegou a ser suspensa por conta do mau tempo, interrompendo também o fluxo de escunas de turismo. Equipes da Capitania dos Portos foram deslocadas para o local para ajudar no resgate.

Fonte: http://www.aratuonline.com.br/noticias/urgente-embarcacao-naufraga-durante-trajeto-mar-grande-salvador/#

10 de agosto de 2017

A VOLTA DOS TRIBALISTAS APÓS 15 ANOS DO PRIMEIRO CD

Os Tribalistas estão de volta e já têm quatro canções novas


Os brasileiros Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown anunciam lançamento de um novo disco no final deste mês.
"Já se vai preparando! Tem Live imperdível hoje às 23.00." Foi com esta mensagem na sua página de Facebook que a cantora brasileira Marisa Monte avisou os fãs. Às onze da noite, como prometido, já madrugada em Portugal, num vídeo em direto, apareceram Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown para anunciar o regresso dos Tribalistas com um disco especial e um programa especial de televisão, 15 anos depois do primeiro (e até agora único) álbum do trio, lançado em 2002, e que tinha sucessos como Já sei namorare Velha Infância.
"Não é uma volta dos Tribalistas, nós sempre estivemos por aí", disse Arnaldo Antunes."Esse espírito coletivo, o prazer de estar juntos, o traço autoral e o processo imersivo", disse Marisa Monte sobre as semelhanças com o anterior trabalho. "Gravamos uma música por dia, tudo filmado, é um disco que você escuta melhor assistindo."
"Esse segundo álbum tem a mesma espontaneidade. Foi gravado com os mesmos músicos, com a mesma equipe técnica", sublinhou Arnaldo Arnaldo Antunes. "Juntos, nós formamos um super jogador de três pernas", explicou Carlinhos Brown.
Fonte: http://www.dn.pt/artes/interior/os-tribalistas-estao-de-volta-e-ja-tem-quatro-cancoes-novas-8696651.html
https://www.youtube.com/watch?v=3JiMr-HgHJ8


8 de agosto de 2017

FÓRUM SOCIAL MUNDIAL EM 2018 SERÁ NA BAHIA, MAIS PRECISAMENTE, NA UFBA!

UFBA prepara-se para receber o Fórum Social Mundial em 2018



Universidade será anfitriã de vários movimentos globais

O processo de preparação para a realização do Fórum Social Mundial 2018, na Universidade Federal da Bahia já começou. Com o tema “Resistir é criar, resistir para transformar”, o evento mundial acontecerá de 13 a 17 de março de 2018, reunirá movimentos sociais de todos os continentes com o objetivo de elaborar alternativas para uma transformação social global e tem a expectativa de atrair mais de 60 mil pessoas à cidade de Salvador.

“Como anfitriã desse grande evento, as dependências da UFBA são um ambiente propício para refletir sobre o realismo e a utopia indispensáveis à transformação contínua e virtuosa da sociedade”, pois, observou o reitor João Carlos Salles, “a Universidade é um lugar de debates, críticas, questionamentos e interesses diversos”. Além disso, a UFBA terá a oportunidade de reforçar os laços entre seus diversos grupos de pesquisas cujas temáticas são comuns aos vários movimentos sociais que estarão presentes no Fórum, disse Salles, durante entrevista concedida nesta quinta feira, 1º de junho, ao programa Multicultura, na rádio Educadora FM de Salvador.

O coordenador nacional de entidades negras, Gilberto Leal, concordando com o reitor, disse que essa edição do Fórum Social Mundial (FSM 2018) será muito importante porque, além do evento estar retornando ao Brasil, “é a primeira vez que acontece numa cidade do Nordeste, num momento em que se travam grandes debates no mundo e, portanto, colocará em contato lutas de diversos lugares com problemas que vão desde os refugiados que fogem de países no Oriente Médio, às questões políticas relacionadas aos governos da França, EUA, lutas das mulheres, xenofobia e muitas outras”.

Também enxergando o contexto político e social como ímpar, o representante da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (ONGs) e membro do Fórum Social Mundial, Damien Hazzard, observou que “a evolução da economia se ergue em conflito com as democracias”, por isso, “é necessário reinventar o pensamento para buscar estratégias de convivência a fim de estabeleceu um mundo com mais justiça”.

Na visão do assessor especial da reitoria da UFBA, professor Paulo Costa Lima, o evento deve ser como “uma vacina, virada de mesa contra a desertificação dos imaginários que precisam reflorescer as ideias, diante da proposta de caminhos de mão única”. Ele apontou para a necessidade de revivificação das mentes criativas das pessoas, ao mesmo tempo em que o reitor João Carlos ressaltou que será uma “oportunidade de mobilizar os mais divergentes setores da sociedade em torno da afirmação de valores que ultrapassem as divergências”. Para tanto, Salles conta com a parceria do Governo do Estado da Bahia e outras entidades da sociedade baiana.


Preparação


O Fórum – cuja pregação primordial é “um outro mundo é possível”– possibilitará o contato presencial entre movimentos sociais de todas as partes do planeta, seus povos tradicionais e artistas alternativos, e deve ser visto como o ápice global de uma série de eventos que já estão acontecendo de forma local, regional e mundial pelas mobilizações de várias entidades, organizadas em fóruns específicos, disse Hazzard. Desde já, está em curso uma construção coletiva que culminará no Fórum em 2018. A UFBA, por exemplo, realizará seu o Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão, no próximo mês de outubro, com a abordagem de temas que estarão presentes no FSM 2018, informou o reitor.

(Imagem cedida pelo programa Multicultura - Rádio Educadora FM - IRDEB)

Fonte: https://www.ufba.br/noticias/ufba-prepara-se-para-receber-o-f%C3%B3rum-social-mundial-em-2018

24 de maio de 2017

BAHIA CAMPEÃO DA COPA DO NORDESTE 2017!!

PELA 3º VEZ O BAHIA CONQUISTA O TÍTULO DE CAMPEÃO DA COPA DO NORDESTE



A Copa do Nordeste de Futebol (também conhecida como Nordestão, Campeonato do Nordeste e Lampions League) é uma competição de futebol disputada entre equipes da Região Nordeste do Brasil.

Considerado um dos campeonatos regionais mais importantes do país (por alguns, o mais importante), o "Nordestão" foi uma competição intermitente no calendário do futebol brasileiro em seus primeiros anos. Organizada oficialmente pela primeira vez em 1994, o torneio foi disputado continuamente entre 1997 e 2003, época em que passou a ser organizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).[nota 1] Teve quase todas suas edições canceladas entre 2004 e 2012, com exceção da edição de 2010. Retornou novamente ao calendário do futebol brasileiro em 2013.

Das 13 edições realizadas, houve sete clubes campeões. O Vitória é o maior vencedor do "Nordestão", com quatro títulos,[2][3][nota 2] seguido do Sport Recife, com três conquistas, do Bahia, com duas, e de América de Natal, Campinense, Ceará e Santa Cruz, com uma conquista cada.

Entre as edições de 2014 e 2016, o campeão garantiu também uma vaga na Copa Sul-Americana.[nota 3] A partir da edição de 2015, o campeão passou a garantir uma vaga no torneio amistoso Troféu Asa Branca.[5] A partir da edição de 2017, o campeão garante vaga direta às oitavas de final da Copa do Brasil do ano seguinte.

O Campinense, campeão da edição de 2013, é o único a conquistar o torneio sem levar nenhum gol em seus domínios. O confronto mais vezes repetido em toda a história da competição é entre Vitória e América de Natal, com 21 jogos. Foram 14 vitórias do rubro-negro baiano, 4 do alvirrubro potiguar, além de 3 empates.[6] O América é também a única equipe que esteve em todas as edições do torneio.

MESMO APÓS FALTA DE OPORTUNIDADE, FOME E PRECONCEITO A BRASILEIRA JOANA D'ARC CHEGA EM HARVARD!

PhD em Harvard, brasileira soma 56 prêmios na carreira.
O projeto, com depoimento da cientista, está exposto até o mês de outubro no Museu do Amanhã (Rio de Janeiro). Ele é parte da mostra temporária "Inovanças – Criações à Brasileira"


   Eduardo Carneiro - Colaboração para o UOL 23/05/201718h30

"Toda mulher dá a sua vida pelo que ela acredita". A frase é atribuída à Joana D'Arc, a famosa heroína francesa que viveu no século XV, mas pode muito bem ser usada para resumir a história de uma brasileira que tem o mesmo nome mais de 500 anos depois.

Joana D'Arc Félix de Souza, 53 anos, superou a falta de estrutura, a fome e o preconceito para se tornar cientista, PhD em química pela renomada Universidade de Harvard, dos Estados Unidos. Hoje, ela soma 56 prêmios na carreira, com destaque para a eleição de 'Pesquisadora do Ano' no Kurt Politizer de Tecnologia de 2014, concedido pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abquim).

Desde 2008, ela também é professora da Escola Técnica Estadual (ETEC) Prof. Carmelino Corrêa Júnior, mais conhecida como Escola Agrícola de Franca, cidade do interior de São Paulo, e molda novas gerações a seguirem sua trajetória inspiradora.


Trajetória que começou na própria Franca: filha de uma empregada doméstica e de um profissional de curtume (operação de processamento do couro cru que tem por finalidade deixá-lo utilizável para a indústria e o atacado), Joana mostrou desde cedo que tinha aptidão para o conhecimento.

"Eu era a caçula de três irmãos, tinha certa diferença de idade, então minha mãe me levava com ela para o trabalho. Ela aproveitou que tinham jornais na casa da patroa e me ensinou a ler, para eu ficar mais quieta. Tinha quatro anos e ficava o dia todo lendo", conta ela ao UOL.


"Um dia, a diretora da escola Sesi foi visitar a dona da casa e perguntou se eu estava vendo as fotos do jornal. Respondi que estava lendo. Ela se surpreendeu, me pediu para ler um pedaço e eu li perfeitamente. Coincidentemente, era começo de fevereiro e ela sugeriu que eu fosse uns dias na escola. Se eu conseguisse acompanhar, a vaga seria minha. Deu certo e com 14 anos eu já terminava o ensino médio".

O mesmo curtume que deu ao pai casa (a família vivia numa pequena moradia oferecida pelo patrão) e trabalho por 40 anos acabou influenciando a jovem Joana na hora de escolher uma faculdade. Contando com a ajuda de uma conhecida, ela decidiu prestar vestibular em química, pois estava acostumada a ver profissionais da área atuando no trabalho com o couro.

"Uma professora tinha um filho que fez cursinho e pedi o material para ela. Meu pai e minha mãe não tinham estudo, mas me incentivavam. Eles tinham consciência de que eu só cresceria através de estudos. Passei a estudar noite e dia até entrar na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)", relembra a pesquisadora, que não se deixou abalar pelo preconceito que sofreu até o tão sonhado diploma.

"As cidades de interior têm aquela coisa de sobrenome: se você tem, pode ser alguém, se não tem, não pode. Sempre enfrentei preconceito. Na minha segunda escola, mesmo sendo estadual, tinha aquela coisa de classe para os ricos, classe para os pobres, com tratamentos diferentes. Em Campinas, fora da universidade, também senti um pouco. Infelizmente, o Brasil ainda é um país racista. Pode estar um pouco mais escondido, mas isso ainda existe. Mas não usei isso como obstáculo, e sim como uma arma para subir na vida".



A vida acadêmica

Joana, como previa, passou muita dificuldade em Campinas, a mais de 300 km de sua cidade natal. O dinheiro que recebia do pai e do patrão dele permitia que ela pagasse somente o pensionato onde morava, as passagens de ônibus e o almoço na universidade.

"Às vezes pegava um pãozinho no bandejão da universidade e levava para eu comer em casa à noite. Sentia fome, contava as horas para o almoço (risos). No final de semana também era complicado. Mas nunca desisti. Isso chegou a passar pela minha cabeça, mas não desisti. Fazer isso seria jogar tudo que tinha conquistado até ali no lixo", afirma.

Sua situação só melhorou a partir do segundo semestre, quando começou a iniciação científica e teve o auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). "Quando recebi a primeira bolsa, corri para a padaria e gastei uns 50 reais em doces para matar a vontade", ri.

Estimulada por professores a seguir na vida acadêmica e encantada pelo campo de pesquisa, Joana ainda concluiria mestrado e doutorado em Campinas – este último com apenas 24 anos. Um dos artigos da cientista saiu no Journal of American Chemical Society, e logo ela recebeu o convite para seguir os estudos nos Estados Unidos.

O pós-doutorado de Joana foi concluído na Universidade de Harvard. Um professor solicitou que ela aplicasse em seu trabalho um problema brasileiro, e ela optou pelos resíduos de curtume nas fábricas de calçados – desenvolveu a partir destas substâncias poluentes um fertilizante organomineral. Questionada sobre a condição de trabalho em solo americano e no seu país natal, a cientista aponta um fator que faz muita diferença.

"Nos Estados Unidos, eu pedia um reagente químico e em duas ou três horas conseguia. No Brasil, até eu arrumar dinheiro, fazer solicitação... Aqui tem mais burocracia. A questão de financiamento para pesquisa é bem mais rápida nos Estados Unidos".

A brasileira ficaria mais tempo nos Estados Unidos não fosse uma tragédia familiar: sua irmã morreu aos 35 anos, vítima de parada cardíaca, mesma causa do falecimento do pai, apenas um mês depois. Joana decidiu voltar para o Brasil e cuidar da mãe e de quatro sobrinhos deixados pela irmã.

Novamente em Franca, a cientista procurou oportunidades em curtumes da cidade natal até que recebeu o convite para se tornar professora da ETEC em 2008.

"Quis desenvolver este trabalho de iniciação científica desde a educação básica, e o resultado foi excelente. Reduzimos a evasão escolar. A escola é tradicional, tem mais de 50 anos, e é agrícola. Muitos dos alunos são filhos de fazendeiros da região e não sabiam por que estudar. Muitos achavam que o ensino técnico era o fim, era o máximo que iriam conseguir. Mas, com as idas às feiras e congressos, eles começaram a pensar mais alto, em ir para a universidade, e não estudar só porque o pai manda".

Colhendo os frutos

O trabalho com os resíduos de curtume é só um dos muitos de destaque que Joana executou nos últimos anos. Em especial, ela e sua equipe de alunos em Franca conseguiram desenvolver uma pele similar à humana a partir da derme de porcos. Isso ajudaria no abastecimento de bancos de pele especializados e de hospitais, além de baratear o custo de pesquisas, uma vez que a matéria-prima do animal é abundante e de baixo custo.

O projeto, com depoimento da cientista, está exposto até o mês de outubro no Museu do Amanhã (Rio de Janeiro). Ele é parte da mostra temporária "Inovanças – Criações à Brasileira", que tem o intuito de revelar trabalhos inovadores de cientistas brasileiros, muitos deles desconhecidos do público.
Joana ainda comandou pesquisa que resultou na produção de um tecido ósseo feito a partir de materiais também encontrados na natureza: escamas de peixes e colágeno de curtume. Ela e alunos da ETEC vão em junho a uma feira em Oswegon, Estados Unidos, apresentar este projeto, juntamente ao da pele artificial a partir de tecido de porco.

Como resultado deste trabalho, a professora e cientista já soma 56 prêmios na carreira. Destaque para a eleição de 'Pesquisadora do Ano' no Kurt Politizer de Tecnologia de 2014, concedido pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abquim), além de projetos vitoriosos em concursos do Conselho Regional de Química do Estado de São Paulo e da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que acontece anualmente na USP (Universidade de São Paulo).

Para Joana, porém, a maior recompensa vem no dia a dia. "Alguns jovens estavam no caminho errado, mas fazendo a iniciação científica encontraram um rumo. Eles tomam gosto pela pesquisa. Muitos pais vieram me agradecer, e isso é muito gratificante dentro da escola básica", diz ela, antes de concluir: "as armas mais poderosas que temos para vencer na vida são a educação e o estudo"

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/05/23/phd-em-harvard-brasileira-supera-fome-e-preconceito-e-soma-56-premios-na-carreira.htm

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